Madorra
Olhares cruzavam-me na alvorada, Sentia-me distante à qualquer familiaridade. De certa temperança desvinculada, O monótono jazia monções com intimidade. Ressuscitávamos afeto de paliçada E voltávamos a exumar as fartas aparências. Nos amávamos nas margens da luxúria E nas profundezas dos desejos carnais. Loucuras e delírios viveríamos com fúria. Ouviríamos em nós solicitudes infernais. Ouvíamos gritante apenas tais essências Teus ruídos dimensionavam a congruente Sonoplastia de infindas noites em escuridão que, retida, instava em um canto adjacente. Trôpega e esmaecida pela lâmpada negra. Ela incitava tonalidades em alvor mágico. Logo o atrito de teu rosto, estranho e amável, Incitava-me o alvor de caminhos inacabados. Excitados, por tal amor fronteiriço, vaiávamos. A moralidade difusa nos consumia sedenta. O odor dos teus encantos me eram novos. Algo como humor nos entreteve. Nos afogávamos em oceanos límpidos. Que nasciam além dos lábios, De teus grandes lábios à saliva. Em contração aos feitios factícios, Pude sentir-me inteiramente incompleto. E não era isto problema algum. E estava entregue ao silêncio ensurdecedor. Nossos corpos conversavam por si e gritavam. A semelhança íntegra me parecia conhecida. Vívida, talvez por meus sonhos esquecidos. Rapidamente, senti-me distante. Algo imensurável nos apartava, era fugaz. A repulsa estava convicta por delírios. Tua imagem opaca a fumaçar desprendia. Busquei-me lembrar dos teus caminhos E embora fossem poucos e breves, Não mais haviam ou resquício algum. Rastros de nós extinguiam em calendários. E o nosso papel estava por amassado. Rasquei-a, após o delírio devaneio. Momentos em frente, na turva vista, Me era apenas mais uma desconhecida. E assim, voltei a ser mais um sonhador Esquecido em minhas próprias loucuras. Jogado ao destino de um coração solto. ●
Boreto_Toledo... O bardo
ta voltando com tudo em feio
Sovereign
Aos poucos, belíssimo.
Ideia Nua
Belíssimo texto meu querido Impressionante 🌷❤