Ódio
Eu te odeio, Não apenas pelo que fez, Mas pelo que me tornei ao acreditar em você. Você desenhou suas mentiras com precisão, Escreveu promessas vazias na minha pele, E eu, tola, as tatuei na alma. Agora, cada memória sua É uma faca cravada no meu peito, E cada palavra que você sussurra na minha mente É um eco que me consome. É minha culpa, não nego. Eu sabia. Sabia que seu amor era veneno, Mas bebi mesmo assim. Você fez sua escolha. Morra para mim, Como eu já morri para você. Saia da minha cabeça, Desapareça das sombras dos meus pensamentos. Deixe-me em paz, Deixe-me esquecer o gosto de ser destruída.
Claudemir Policarpo de Azevedo
interessante a forma, qual o eu poético, expressa seus sentimentos - parabéns