Nem toda ferida sangra.
Algumas aprendem a sorrir,
enquanto o coração ainda procura
o abraço que um dia lhe faltou.
Há quem cresça
duvidando do próprio valor,
porque conheceu a rejeição
antes mesmo de entender o que era amor.
Mas Deus vê
o que as pessoas não enxergam.
Ele recolhe lágrimas antigas,
cura silenciosamente
e transforma cicatrizes
em testemunhos de esperança.
Se hoje eu floresço,
não é porque nunca me machucaram.
É porque a graça de Deus
foi maior que todas as minhas dores.
Adriana Marques
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Nem toda flor nasce na primavera.
Algumas aprendem a florescer
depois das tempestades.
Já chorei em silêncio,
esperei respostas,
segurei despedidas
e continuei caminhando.
Descobri que o tempo
não leva apenas pessoas.
Ele também leva medos,
culpas e versões de nós
que já não cabem mais.
Hoje não sou a mulher
que nunca caiu.
Sou a mulher que escolheu levantar.
Acredito na fé,
nos recomeços
e na delicadeza das pequenas coisas.
Porque quem aprende
a sobreviver ao inverno
já carrega dentro de si
a certeza de que a primavera chegará.
E quando chegar...
não será por sorte.
Será porque, mesmo em meio às dores,
eu nunca deixei de florescer. 🌷
Adriana Marques
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Querida Adriana de 6 anos,
Se eu pudesse voltar no tempo, eu queria te proteger de tantas coisas, te abraçar e dizer que você vai ficar bem.
Eu sei que você é uma menina sonhadora, cheia de imaginação, com um coração enorme e uma criatividade linda. Você ama desenhar suas historinhas em quadrinhos, criar mundos, personagens e acreditar que tudo é possível.
Quero que saiba que a vida vai te ensinar muitas coisas. Haverá momentos difíceis, despedidas, mudanças e desafios que você nem imagina. Mas nunca se esqueça: dentro de você sempre existiu uma força que talvez você ainda não conheça.
Por enquanto, minha pequena, não se preocupe com nada. Continue brincando, desenhando e sonhando. O tempo certo vai chegar, e nós vamos crescer aos poucos, aprendendo com cada capítulo da nossa história.
Nem todos os caminhos serão fáceis, mas Deus estará cuidando de nós. E, se for da vontade d'Ele, você vai realizar muitos dos sonhos que hoje moram nesse coraçãozinho.
Continue sendo essa menina doce, criativa e cheia de esperança. Nunca deixe essa luz se apagar.
Com muito amor,
Sua eu do presente.
Adriana Marques
13.07.26
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Olhando fotografias da minha infância,
consigo enxergar a pequena e doce Adriana.
Tão inocente, tão sensível,
com um olhar cheio de sonhos
sem imaginar tudo o que a vida ainda traria.
E foi ali, naquele instante,
que algo despertou dentro de mim.
Uma mistura de saudade, reflexão e tristeza.
Como se, pela primeira vez,
eu estivesse olhando de verdade
para minha própria história.
Comecei a pensar em tudo:
nos sonhos que ainda não alcancei,
nos medos que fui criando,
nos amores em que me entreguei demais,
nas dores que silenciei
e na mulher que estou me tornando.
Percebi o quanto passei a vida
buscando amor, segurança e paz emocional.
E talvez por isso eu sinta tudo tão intensamente.
Mas no meio dessa crise,
também comecei a abrir os olhos.
Entendi que amadurecer
não é deixar de ser doce.
É aprender a sentir
sem deixar que as emoções me destruam.
Quero me tornar uma mulher mais calma,
mais segura, mais analítica,
sem perder minha empatia, meu carinho
e a sensibilidade que ainda existe em mim.
Talvez eu ainda esteja me encontrando.
Talvez essa fase doa às vezes.
Mas agora consigo perceber
que estou crescendo por dentro.
E aquela pequena Adriana da fotografia…
talvez só precisasse disso:
que eu olhasse para ela com amor novamente. 🤍
Adriana Marques
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Remo com força, com fé no destino,
segurando firme esse amor que é tão lindo.
Mas o vento sopra em outra direção,
e bagunça as águas do meu coração.
Eu sigo tentando, sem desistir,
mas tem dias que dói só de insistir.
Porque amar não é só remar sem parar,
é sentir que o outro também quer chegar.
O mar não me assusta quando há união,
quando há certeza segurando a mão.
Mas a dúvida pesa, afunda o olhar,
e transforma em medo o que era sonhar.
Eu não quero um porto perfeito, não…
só quero direção, só quero intenção.
Um “tô com você”, firme como um farol,
iluminando a noite, vencendo o arrebol.
Se for pra ser nosso, que o vento alinhe,
que a rota se firme, que o medo se acalme.
Mas se não for… que Deus, com amor,
me ensine a soltar… mesmo com dor.
E enquanto isso, no meio do mar,
eu sigo aprendendo também a me amar. 💛
Adriana Marques
11.04.26 - 08:28h
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Ele não era como os outros.
Não sorria fácil.
Não falava demais.
Entrava em qualquer lugar como se o mundo já soubesse que ele estava ali.
Tinha aquele olhar firme, quase indecifrável.
E ela… sentiu o impacto na primeira vez que o viu.
Não era beleza apenas.
Era presença.
Ele tinha aquela postura de quem já enfrentou muita coisa.
Silencioso. Observador.
Parecia viver numa linha tênue entre o certo e o errado.
E isso a confundia.
Ela sempre sonhou com estabilidade e conforto.
Uma casa bonita. Segurança. Liberdade.
E ele parecia ter acesso a um mundo onde tudo era rápido, intenso… perigoso.
Com ele, tudo era eletricidade.
Conversas curtas, mas cheias de tensão.
Toques que duravam um segundo a mais do que deveriam.
Olhares que diziam mais do que palavras.
Ela se sentia dentro de um filme.
Mas toda vez que o coração acelerava… vinha também o medo.
Porque por trás do charme havia segredos.
Por trás da confiança, riscos.
E por trás do dinheiro fácil… consequências.
Ele dizia que queria protegê-la.
Que ela era diferente.
Que merecia o melhor.
E ela quase acreditou que poderia entrar naquele mundo e sair ilesa.
Até perceber que histórias intensas demais costumam cobrar um preço alto.
Numa noite silenciosa, olhando para as próprias mãos trêmulas, ela entendeu algo:
Não era o perigo que a atraía.
Era a sensação de ser vista.
Era a força masculina.
Era a segurança que ela buscava
mas estava procurando no lugar errado.
Ela não queria adrenalina.
Queria estabilidade.
Não queria um homem que dominasse o mundo pelas sombras.
Queria alguém que construísse à luz do dia.
E foi nessa escolha que ela amadureceu.
Porque o verdadeiro poder
não está em desafiar a lei,
mas em dominar a si mesmo.
E o amor mais intenso
não é o que acelera o coração por medo…
é o que acalma a alma.
Ela escolheu intensidade, sim.
Mas uma intensidade limpa.
Construída com esforço, não com atalhos.
E pela primeira vez,
sentiu que estava vivendo algo real
não um filme.
Adriana Marques
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Por trás do seu sorriso,
existe uma dor que ninguém vê.
Por trás do seu olhar,
existe uma mágoa escondida.
Por trás da sua fala,
há um choro embargado.
Mas saiba: tudo isso vai chegar ao fim.
Seu Pai está cuidando de tudo por você.
Essa dor e esse choro vão passar,
e amanhã um novo dia nascerá.
Não desista…
Deus não desistiu de você.
Sua história ainda não chegou ao fim.
Adriana Marques
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Hoje eu parei
para ouvir o meu segundo nome.
Adriana.
Soa leve.
Escorre como vento entre os dedos,
como pétala que dança no ar.
Mas por trás da suavidade
existe história.
Vem do latim.
Vem de Ádria.
Vem de areias escuras
banhadas por um mar antigo.
Carrego no nome
a cor da terra,
a profundidade do mar,
a força silenciosa
de quem tem raiz.
Adriana
delicada no som,
determinada na essência.
Criativa como quem inventa caminhos
quando o mundo impõe limites.
E então vem o fim:
Marques.
Não sussurra.
Declara.
Tem peso de martelo,
eco de fronteira,
herança de quem marca território
e não pede licença para existir.
É sobrenome que fecha com impacto,
como assinatura decidida
no final de uma história bem escrita.
Sou flor,
mas também rocha.
Sou brisa,
mas também estrutura.
Adriana Marques
suavidade que encanta,
firmeza que permanece. 🤍
Adriana Marques
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A gente aprende cedo
que precisa correr.
Correr atrás de sonhos,
de respostas,
de um futuro que parece sempre distante.
Mas o tempo não avisa
quando muda tudo.
Ele transforma risos em lembranças,
certezas em escolhas,
e nos ensina
às vezes doendo
que crescer é inevitável.
Um dia somos cuidado,
no outro, somos quem cuida.
Um dia somos leves,
no outro, precisamos aprender
a ser fortes sem endurecer o coração.
No meio de tanta pressa,
descobrimos que quase nada do que acumulamos
realmente nos sustenta.
O que sustenta
é o abraço demorado,
a palavra sincera,
a presença que não vai embora
quando o mundo pesa.
No fim,
não é sobre ter mais.
É sobre sentir melhor.
E guardar, com delicadeza,
tudo aquilo que fez o coração
bater em paz. 🤍
Adriana Marques
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Ela já conheceu fogos.
Já conheceu homem que gostava de música bonita
mas tinha palavra dura.
Que dizia amar
mas diminuía.
Que queria ser autoridade
mas não parceria.
Ela aprendeu que romantismo sem respeito
é só cenário.
E agora ela sabe:
Ela não quer migalhas emocionais.
Não quer amor que aparece só quando convém.
Não quer promessa sem prática.
Ela quer segurança.
Parceria.
Construção real.
E sim… romantismo também.
Mas romantismo com caráter.
Carinho com responsabilidade.
Doçura com compromisso.
Ela não quer perfeição.
Ela quer intenção constante.
Porque fogos impressionam.
Mas é a fogueira que mantém a casa viva.
E ela escolheu
não qualquer calor.
Mas o calor certo.
Adriana Marques
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