A menina da fotografia
Olhando fotografias da minha infância, consigo enxergar a pequena e doce Adriana. Tão inocente, tão sensível, com um olhar cheio de sonhos sem imaginar tudo o que a vida ainda traria. E foi ali, naquele instante, que algo despertou dentro de mim. Uma mistura de saudade, reflexão e tristeza. Como se, pela primeira vez, eu estivesse olhando de verdade para minha própria história. Comecei a pensar em tudo: nos sonhos que ainda não alcancei, nos medos que fui criando, nos amores em que me entreguei demais, nas dores que silenciei e na mulher que estou me tornando. Percebi o quanto passei a vida buscando amor, segurança e paz emocional. E talvez por isso eu sinta tudo tão intensamente. Mas no meio dessa crise, também comecei a abrir os olhos. Entendi que amadurecer não é deixar de ser doce. É aprender a sentir sem deixar que as emoções me destruam. Quero me tornar uma mulher mais calma, mais segura, mais analítica, sem perder minha empatia, meu carinho e a sensibilidade que ainda existe em mim. Talvez eu ainda esteja me encontrando. Talvez essa fase doa às vezes. Mas agora consigo perceber que estou crescendo por dentro. E aquela pequena Adriana da fotografia… talvez só precisasse disso: que eu olhasse para ela com amor novamente. 🤍 Adriana Marques
POEMICIDA®
É isso aí, agora vai!
Rosa Bela
Obrigada!! 😃🤝
Arturo
Que lindo poema, parabéns.
Rosa Bela
Muito obrigada!! 😊 🫂
Ricardo Ferreira Guedes .
sensacional 👏👏
Rosa Bela
Obrigadaa! 😊🤝