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Sarai

@Poeira_Negra · desde 2019

quem sou eu

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Os lados que não vê

O começo foi difícil, quase impossível Quase que eu desisti Sinto que sou tão pequeno Que eu não te mereci Tem uma grandeza dentro de ti Uma parte que não posso mensurar Pensei que havia isso em mim Não sei se eu posso te alcançar Meus passos andam apressados Um sorriso é tão complicado Complicado é eu deixar De me preocupar Minhas noites andam turbulentas Tenho medo da vinda da tormenta Pois sei que eu não posso me deixar levar Terei que ficar firme para te segurar Por um momento você vai achar que eu sou tudo Por um momento sei que eu serei o seu mundo Mas tenho medo do momento que vai perceber Que eu não sou muito diferente de você Eu falo as coisas na hora errada Que às vezes eu levo a voz Que eu sempre saio machucada E ainda assim eu serei feroz Saiba que eu cometerei muitos erros Ainda estou aprendendo a viver Tentarei te acolher dos seus pesadelos Se tem problema eu vou resolver Eu vou tentar ser mais inteira Para ser completa para você Mas vou ser verdadeira Tenho medo de me conhecer Será que vai me amar como eu te amo Será que vai se arrepender Eu só espero ser boa pra você

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Vida

Sobre quem?

Ele caminha entre os deuses sem medo Seu coração bate acelerado no peito Ele arranha entre os escombros segredos Há muito perdidos pelos pesadelos Suas memórias não parecem reais Suas lembranças repletas de "ais" Palavras que voaram perdidas Palavras que se encontram banidas Ele possui um poder ancestral Uma força antiga e especial Um impulso selvagem que o leva Até o topo deste simples pedestal Seus desejos jogados no poço Venceram sem se realizar Ele ainda sangra o pescoço Tentando não se derramar As feridas ainda ardem As palavras ainda ferem As balas ainda perfuram E eles ainda rezam Isso o faz parar, eles ainda rezam Testam suas habilidades de chamar A ajuda daqueles que os esperam Quando a sua areia finalmente acabar Tic, tac, é angustiante mais um dia Aconchegante reouvir a melodia Que te leva para um bom lugar Aconchegante só até terminar Ele é feroz, e às vezes tão racional Calculista e frio, porém não mal E às vezes se torna tão emocional Seu poder que oscila e arrasta Tudo para seu pequeno caos Parece simples, simples só o final

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Amor

Te confio

Se o tempo fechou Te procurei Se o vento soprou Te encontrei Já fui assim Sem ninguém Achei em mim Outro alguém Nunca pensei em merecer Um porto que fosse seguro Nunca pensei pertencer Ao topo de um mundo Tive momentos de indecisão Tive momentos para chorar Eu duvidei do meu coração Não duvidei do seu olhar Tudo ao meu redor me diz Que eu deveria estar com medo Se eu me sentir só por um triz Você vem afastar o meu pesadelo Agora vou dividir seu carinho Agora vou dividir seu abrigo Tenho tanto orgulho do nosso amor Já disse a ele para confiar em você Já disse a ele para procurar por você E eu lhe confio a mim sem pensar Para a sorte dele, também o terá Teu calor, o teu cheiro Trazem a paz, o teu beijo Meu amor, o tempo inteiro Estou pensando em você Estou querendo ter você Aqui, comigo Teu calor, teu aconchego Seu humor, teus cabelos Seu olhar e o teu jeito Quero ser, o tempo inteiro, Para você, como és para mim

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Poesia

Antes e Depois do Refrão

Desculpa se as palavras forem simples Se os versos não fizerem sentido algum Desculpa pelas horas que são difíceis Meu coração que dói como nenhum Sei que amanhã será mais claro Mas hoje me entrego a escuridão O peito que ficou com um buraco Aquela sensação de solidão Mas tenho comigo as memórias Mas tenho comigo a canção Que entoa além das histórias Nunca chegando ao refrão Desculpa se as palavras forem repetidas Desculpa se a dor já se sentiu Quem olha e não tem mais empatia Até me encarou e sorriu Não posso me impedir de cantar As palavras que meu coração derrama O verso que parece singular As rimas que arranham a garganta Declama! Declama! Mais um verso meu Teu coração não me esqueceu Meu coração não se resolveu Mas canta e encanta a dor Que soe como um louvor Que soe como aspiração Que soe como inspiração Que doa! Que doa! Só quem ama se magoa Quem não ama não conhece a dor De deixar partir Que entoa! Entoa! A mais bonita das canções De gerações em gerações Ainda não achamos as palavras Certas para todas as situações

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Para a Kwiky

Conexão de almas De almas distintas De almas retintas Retintas de carinho Repleto em vigor Vigor com amor Amor com ternura Ternura sem armaduras Será que eu decidi seu destino Quando lhe dei seu nome? Obviamente que você selou o meu Será que melhorei seu caminho Quando lhe pus onde dorme? Obviamente você melhorou o meu Se fui atraído a ti, foi divino E me tornei apegado a ti Mesmo que apenas por um lampejo E espero que se vá com meu desejo Meu pequeno pedido aos deuses Minha pequena oração aos astros Que sua alma seja recebida em seus abraços Que sua alma deixe nas estrelas seu rastro Que este final não passe de um começo E, em outra forma, outra vida, outro tempo Estarei te esperando e então te recebo Com a mesma alegria da primeira vez Com o mesmo encanto que me fez Que nossas almas se cumprimentem novamente Enquanto riscam os céus ao longe Que sua alma descanse tão suavemente Quanto à brisa do alto dos montes

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Resiliência

São muitos corações duros Em uma realidade morta Muitos sentimentos imaturos Soltos através da porta Minha alma é mais forte Senti o peso do desabar E mesmo assim limpei Uma a uma as lágrimas Senti o peso de afogar E mesmo assim me puxei Me fazendo respirar É uma realidade torta De pessoas amargas Suas palavras matam Dedos podres apontam Minha alma é forte Vi meu corpo estremecer Se perder na dor do viver E ainda assim permanecer Os bons sofrem Mas resistem Os bons choram Mas progridem Se levantam E andam Por si mesmos Pelos seus E nenhuma força maligna Pode derrubar sua energia Deus os honra com alergia Momentos de sinergia Que mostram que não são únicos Embora sejam poucos

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Viajante

Hoje eu acordei tudo estava estranho Hoje eu acordei e tive um pressentimento Que quando o dia acabasse ia ser um ponto final Mas quando o amanhã veio estava tudo igual Estou preso nesse ciclo de ir e voltar Ah tanta merda para mim concertar E toda vez que eu volto tudo parece pior Estou amaldiçoado, os deuses não tem dó Me desculpa por ser cheio de defeitos Me desculpa não fazer nada direito Eu estraguei tudo e já estava tão ruim Quando isso acabar não vai restar nada pra mim De pouco a pouco tô descobrindo os segredos Essa cidade começou a me dar medo Todo mundo é sujo ninguém saiu ileso Estou dividindo se queria ou não saber Será quando vier o amanhã Todo mundo vai esquecer Todas as versões cruéis que tive que presencia Eu serei mesmo o único a lembrar Como outro mundo, outra dimensão Tô ficando sem tempo e sem direção Admito que algumas vezes eu tentei desistir Mas acho que é impossível morrer estando preso aqui

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Acaba a Inocência

Acaba a inocência e o que resta ? Restam rolês vazios, hábitos vadios Músicas de falas depravadas Amizades não sustentadas Acabam quando acaba a balada Acaba a inocência e o que resta ? Rebeldia tardia, descontar no corpo Todo a sua ira Bebidas e entorpecentes Viver na madrugada Para não pensar Naquilo que te faz doente Terapia das ruas Ser sempre a última A ir embora Negligenciar a parte mais importante Sacrificar um a um daqueles instantes A sua casa não é pra morar, é irritante Inebriante é fingir que é criança Perder os passos a passo da herança E um dia ela cresce e se torna igual você Perdeu a inocência cedo e irá se perder

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Aquele do Poema Abstrato

Os retalhos que retaliam o meu coração Dizem que a música é mais bela canção É abstrato e me abstraio em você Me deixando a me perder Esqueço as falhas, já não risca O papel mantém as marcas É uma arte meio insana Que emana em mim, sangra Eles me disseram para me controlar Antes que eu não pudesse me parar E me retorço, me encolho e escapo Me desvio desses golpe a trapos E me escondo em mim mesmo Até o temporal passar Se é que ele vai passar E me afogando vejo o mundo que ainda tem O desespero que me leva a ver ao além Parece um fio que me leva à imensidão Flertei e mandei flores para escuridão Que guarde meu lugar, às vezes vou te visitar Mas meu caminho não é sozinho E eu prefiro não me prender e me apegar Meu caminho não é ranzinza E as cores cinzas vêm me buscar E digo que o mundo tem mais cor E eles dizem que não tem, não senhor E eu abro meu peito, o meu coração Uma aquarela sem direção Pintando os arredores É abstrato, me abstraio de mim mesmo Fagulhas em trapos, cortei os retratos Emendei os retalhos até só restar o lençol Que se estende aos galhos e é meu farol

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A Beira do amanhecer

Ela dança em meio aos povos Ele a lança em meio aos corvos Ela só queria conhecer pessoas Ela só queria aproveitar a lagoa Seu pecado foi andar pela floresta E conhecer as meninas da cidade Aprendeu a dançar pra majestade Aprendeu a se portar com vaidade Querida pelas mulheres dali Cortejada pelos homens Seus sonhos se apagaram no fim Arrancados pelos ombros Presa nos escombros da guerra Que não foi ela quem causou Enquanto chora em sua tenda Esperando a notícia que acabou Uma vítima julgada como culpada Uma vítima que clama por compreensão Se não fosse uma princesa era julgada O mundo é tão sombrio e sem coração Sua honra mesmo que pela espada Se manteve até o fim intacta Que todos saibam sobre essa nação Ela não esteve só tinha seus irmãos Sangue lágrimas e espadas Ó som da cidade em chamas Ela pede perdão sem mais nada Que ela se perdoe que ela se levante Que não se magoe o mal espante Coração valente batendo até o final Ela se veste de roupas finas e elegantes Caminhando até o topo do penhasco Que divide os mundos de quem entende E quem jamais vai entender Ela observa os maiorais cheios de poder E de repente se sente viva ao perceber Sua força vem de prevalecer A noite é escura demais Só que em breve vai amanhecer

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