Vós
Uma fonte seca No vasto cansaço, Com algo sem rosto Tentando-lhe abraçar. Abaixo de todos, Abaixo de nós, Esconda-se a tediosa Terra de vós. Entre os corredores de concreto, E o ar formado pelo tédio, Tudo um reflexo De um velho pretérito. Porém, para os fartos Da terra de vós, O presente ressoa Com sua mórbida voz. Seres fartos ambulantes, Vivendo o maçante, De caminhar pelo cinza Sem volta e saída. Ferrugens a espetar, A poeira ao inalar, Os fartos a sangrar. É vós em seu demonstrar. Os fartos gritam, O tédio se mantém. A mórbida vós Ainda continua entre nós.
Ariell
Voltei!!! Com um poema muito difícil:)
POEMICIDA®
Tem grande talento!
Ariell
Valeu mesmo!!!