São momentos bipolares,
que fazem a minha história.
Com tempos de desgraça,
e tempos de vitória.
Será que é carma?
Ou será que é divino?
Por que vida sempre vem
com dor e prazer em seu destino?
A vida no papel,
é simples e sem graça;
Exista e viva,
independente da desgraça.
Viver machuca, viver arde,
porém os bons momentos,
ainda nos conquista:
"No final sou só uma masoquista?"
A satisfação da vida,
Tem tanta persuasão?
Então no final:
Vale toda a lamentação?
Então na síntese,
é assim que a vida rola.
No final de tudo:
"É como comer uma Acerola".
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Agosto em seu final,
E o que me trouxe afinal?
Sem gosto ou tempero,
como se nem tivesse sal.
Mês de meu nascimento,
onde a vida me amaldiçoou,
eu esperava algo novo:
"O quão bobo isso soou?".
Medíocre e a essência,
a totalidade desse período.
Qual diferença faria,
se o mesmo não tivesse acontecido?
E então me vejo,
em uma onda de ipês,
sempre trazendo,
uma mensagem a esse mês.
No fim eles dizem,
transmitem sem omitir:
Que logo, logo esse ano
está prestes a partir.
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Ao caminhar de vários anos, o Passado enxerga a Presente:
O Passado está com um olhar espantado, seus punhos se fecham e seu suor é congelante.
O mesmo abaixa seu boné para esconder o rosto.
A presente ri, ajeita seu longos cabelos e pergunta ao passado:
"Ei? Tá tudo bem.."
O Passado se assusta, mas logo abre suas mãos:
"Então... É isso que me aguarda?"
A Presente sorri de forma meiga:
"Isso e muito mais”
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O sol se fecha
sobre as margens do riacho.
a luz laranja da tarde
Abraça as águas vermelhas.
Sua forte correnteza
é berço de vida,
algas ou peixes
se alimentam de sua enzima.
As feras e presas
se apaziguam no local,
com as células do riacho
saciando suas ambições.
A população grata, no entanto,
celebra ao resplendor.
Usam a água ferrosa
para relembrar suas memórias.
Ao cair da noite,
os gratos comemoram
pintam a pele e ferramentas
com o líquido vermelho.
A imensidão escarlate
se inicia.
toda a vila
se vangloria ao luar.
Os gratos de prontidão
dançam e cantam,
o mais alto que se pode ouvir
aos novos que nasceram.
Filhos surgem das margens
prontos para o mundo.
Abrindo seus olhos,
e começando suas histórias.
Os sábios, no entanto,
mergulham pelo fundo,
encerrando seu ciclos,
Voltando para o berço.
Uma alegria ferrosa
passava por todos da vila.
Era o início
de uma grande geração.
O riacho corria,
por toda a população
presentes em seus pulsos,
Até o último mergulho no riacho.
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Distante e pensativa,
olhando para baixo e para cima,
imaginando narrativas
distantes de sua vida.
Uma pessoa se aproxima
com uma inocente interrogação:
"Você é o tal homem que tem grande imaginação"?
Aquilo te desperta no mesmo instante
Faz você sair de seu próprio transe.
O seu corpo reage com tremenda aflição,
Seu suor e lágrimas pedem ação.
Algo tão simples,
uma coisa tão em vão
como machuca tanto seu coração?
A moça se abstém
suspira e se mantém.
E apenas responde
"Sim, sou eu".
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As grandes serras gigantes
que se destacam ao ambiente grande,
o que será que se esconde nesses montes?
Seres além do imaginar da nossa mente?
Ou apenas mais do esperado
que sempre vem da busca
do imaginado.
Só sei que sou o explorador,
que irá ser o aguardado conquistador,
da verdade que se esconde
na estranha realidade
da Serra Identidade.
E talvez eu finalmente possa,
descobrir o que eu sou de verdade.
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O passado vê o atual
Com olhos arregalados e um gesto de espanto,
E pergunta com uma voz trêmula:
"É isso o meu destino".
A atualidade sorri
E fala de forma esperançosa:
"É isso, e muito mais meu caro".
Eu não sou especial,
sou apenas mais um humano
nessa sociedade,
com privilégios e valores
que eu não escolhi ter,
com direitos que outros
lutam dia e noite,
para no final serem negados.
Enquanto outros não sabem o que é ser livre,
outros não têm noção do que é limite.
O que é não conseguir,
não poder,
não comentar,
não revidar
ou nem mesmo lutar.
Se você por acaso não for igual,
aquilo que é ensinado
por tudo à nossa volta,
você não vai merecer o simples direito
de ser tratado como ser humano.
Hoje eu vivo com muito,
muito para os que não tem,
porém com nada
para aqueles que carregam;
nossos sonhos;
nossas conquistas;
nossos esforços;
nossas vidas;
Hoje eu vivo com medo,
com receio e tristeza,
por saber que eu posso ser odiado,
por aqueles que falavam que me amam
por aqueles que eu já amei.
No fim
Eu tenho uma maldição,
uma doença sem cura ou tratamento,
algo que vai andar comigo para sempre.
A desgraça que é ter
Empatia.
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Tempo, uma coisa tão complexa,
Que não se pode explicar,
Mas sempre tentamos buscar.
Tempo, sempre solicitado,
Sempre aclamado,
Mas nem sempre é aproveitado.
Tempo, algo que muitos possuem,
Enquanto outros,
O gastam apenas para continuar vivendo,
Em uma vida de apenas sofrimento.
Pois como dizem: "Tempo é dinheiro"!
Sempre está presente no mundo inteiro
Nunca como uma lembrança do passado,
Ou uma previsão do aguardado
Tempo, com ele se aproveita a vida,
O agora,
Criando lembranças,
Que estarem sempre na memória
(poema escrito em 2022)
~ Feito por Pereira com ajuda de Sarah Araújo!
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Uma fonte seca
No vasto cansaço,
Com algo sem rosto
Tentando-lhe abraçar.
Abaixo de todos,
Abaixo de nós,
Esconda-se a tediosa
Terra de vós.
Entre os corredores de concreto,
E o ar formado pelo tédio,
Tudo um reflexo
De um velho pretérito.
Porém, para os fartos
Da terra de vós,
O presente ressoa
Com sua mórbida voz.
Seres fartos ambulantes,
Vivendo o maçante,
De caminhar pelo cinza
Sem volta e saída.
Ferrugens a espetar,
A poeira ao inalar,
Os fartos a sangrar.
É vós em seu demonstrar.
Os fartos gritam,
O tédio se mantém.
A mórbida vós
Ainda continua entre nós.
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