Sou teu,
Não porque preciso
Mas pelo desejo aflito
De ser contigo
Um par.
Sou teu,
Como quem repousa em abrigo
Longe de qualquer perigo.
E partilho do silêncio contigo,
Apenas por amar.
Sou teu,
Mesmo nas noites em conflito
No dia nunca esquecido
No calor antes contido
Que agora queima sem pesar.
Sou teu,
Por escolha não do destino
Nem pelas vestes do desatino
Mas pelo coração repentino
Que escolheu por ti ficar.
Sou teu,
Não porque preciso
Mas na contradição, necessito
Do teu amor para continuar a caminhar.
Para T.M.F.C
Aquele que me roubou dos braços frios da morte e trouxe o calor de seus abraços para acalentar a minha alma perdida.
15/09/2026
01h10m
- Bianca Freitas
#Pandepp
Música para ouvir com este poema:
Depeche Mode - In Your Room
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Tenho pensado em desistir o tempo todo, mas nunca o fiz. Os dias se passam, e eu acordo em mais uma manhã e penso: "é, não foi dessa vez".
Já acreditei em tantas mentiras que me fizeram perder o chão e, por um momento, me vi mentindo para mim também. Pensando que pessoas ruins podem mudar, ou que traidores não irão te trair novamente. Apesar de acreditar que tudo é mutável, compreendi que, na verdade, nem tudo é.
Há pessoas que são como são e gostam de ser assim, mentem na sua cara como se não fosse nada, falam palavras bonitas apenas para ludibriar, mas, no fim, te machucam sem o menor escrúpulo.
Temo a mim pelo meu sentimentalismo demasiadamente grande e minha ingenuidade pulsante ao ainda querer acreditar. Mas palavras são um poço vazio quando suas atitudes provam o quanto manipulador e traidor és.
Conto os dias para que tudo acabe, ou a minha vida ou este maldito ciclo. Conto os dias para que meus olhos enxerguem algo além, além daquilo que meu coração se recusa a ver, além da sua falsidade, não apenas comigo, pois nós dois sabemos que você engana outra pessoa também. Algo além do que fui condicionado a acreditar durante todo esse tempo. Algo além de você.
- Bianca Freitas
#pandepp
18/09/24
20:20
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Talvez realmente seja demais. Quem poderia amar uma alma tão corrompida como a sua?
Quanto mais se revela, menos é amado.
Brinquedo barato, luxuria usual, nada mais que o casual. Essa mão que toca o corpo e nunca encontra a alma, machuca mais do que os traumas que desfragmentaram sua mente.
Busca incessantemente por um amor que jamais iria existir, se doa por completo e só recebe fragmentos de ilusões que nunca serão reais.
Adorando a melancolia como uma velha amiga, pois é tudo que lhe resta. Quantos a desejam, sonham com seu corpo despido em suas camas, se tocam com sua imagem em mente, mas nenhum, jamais amaria toda a dor e todo o caos que carrega dentro de si.
O desejo de ser compreendido sufoca. Quanto mais os dias se passam, mas entende que nesta vida, nasceu para ser só. Aqueles malditos olhos que enxerga a carne, nunca irá compreender a pronfundida que habita em si, não está disposto.
Quanto mais se entrega mais entende, que ele cativa sem a mínima vontade de se prender. Quanto tempo já se passou? O tempo sendo desperdiçado, tentando fazer alguem amar, mas o amor surge derrepente, e depois de tanto, já perdeu às esperanças.
22/06/24
- Bianca Freitas
#Pandepp
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Acordei...
Só para morrer outra vez.
Abri meu olhos...
Não havia nada para se observar desde que parti.
Tentei falar...
Mas apenas grunhidos inaudíveis saíram de minha boca
Levantei de meu leito...
E cai em um pronfundo vazio que não havia percebido que estava ali.
Ao tocar o frio chão do esquecimento, morri.
Só para renascer outra vez.
21/06/24
- Bianca Freitas
#pandepp
Música para ouvir junto a este escrito:
Gemini Sydrome - Mourning Star
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Sentimentos conflitantes
Me pego pensando a todo instande
Se deveria continuar a alimentar
A sensação enfadonha de amar
Mais uma primavera se passou
E a terceira que na Capital estou
Vinte e seis anos de interrogações
Mas ainda desejo experiênciar aquelas emoções
"Tenho andado distraído, impaciente e indeciso"
Nas minhas escritas nada mais é conciso
Minha alma só queria estar em paz comigo
Enquanto observo um luar contigo
Desisti de desistir
Recordo a consciência
Nasci despida
Mas para o mundo me vesti de poesia
Não são os amores que movem a minha lira
São as amarguras que enfrento na vida
Pessoas entram, e logo se vão
Mas elas não são o fim de minha canção
Eu matei a mim mesmo quando me perdi no caminho
Errei todas as portas do meu destino
Corri para longe de qualquer abrigo
E hoje vivo a mercê do meu maior inimigo
Quanto repouso em meu leito
E observo aquele morcego
Consciente de sua inexistência
Pergunto-me: Para onde foi toda a minha inocência?
Acreitei erroneamente que a paixão dilacerante
Era o meu maior atual problema
Mas a vida tem andado com pressa
E existem pesares que mais pesam.
28/04/2024
01:23
Bianca Freitas
#Pandepp
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Lágrimas de sangue, dor reprimida,
Corpo banhado, sonhos solitários.
Incertezas vestidas, no esquecimento mergulhado,
Cada momento acolhido, em minha alma profundária.
Tempo passado, cigarro aceso,
Trago mentolado, observação calada.
Pela janela, vida fluir do outro lado,
Ciclo de palpitações tardias, desfecho anunciado.
Entrego ao vazio meu coração desfeito,
Promessas dissipadas, sentimentos encerrados.
Entre páginas, talvez nos encontremos,
Na poesia, unidos, seremos.
Fones isolam o mundo, batidas me envolvem,
Chuva e frio, dança da alma liberta.
Indiferença como morada, sentimentos confusos,
Caminhando para longe, sem rumo, sem luta.
Teus olhos, voraz desejo, meu medo persiste,
Melodias maldizem o destino, melancolia invade.
Gatilho surgido, como controlar?
Sentimento avassalador, domínio sem fim.
Ao te olhar, paraliso, maldição do destino,
Dia maldito em que te conheci.
Corpo entregue, afastamento sem razão,
Sou diferente, não cobro, apenas sigo.
Entre nós, distância crescente,
Pitada de compreensão, em um mar de despedida.
Assim, entre versos e desencontros,
A vida se desenrola, em poesia e despedida,
Cada linha, uma história, cada palavra, um eco,
Do amor que foi, do adeus que se anunciou.
02/04/24
- Bianca Freitas
#pandepp
Música para ouvir junto a este escrito:
M83 - Wait
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Eu me sinto, e por me sentir assim e saber que ninguém irá me sentir, eu me entrego aos meus impulsos a procura de sentir algo fora de mim.
Existe um mundo que não consigo tocar
Aquele que sorri para os tolos, que amanhece para os idotas, que florece para os inocentes e que gira em torno daqueles que ainda não conheceram a face de Caliban.
-Bianca Freitas
#pandepp
Música para ouvir junto a esse poema:
Clouds, Jon Aldara - If these walls cloud speak
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Minha maldição é ser poeta
Senti como um poeta sente
Amar como um poeta ama
As Paixões são avassaladoras
Não sei sentir pela metade
E tenho um incômodo desejo pelo impossível
Um brinde aos impossíveis
Um trago amargo a não conquista
E mais um poema, para mais uma partida
Como Fernando outrora já descreveu
"O poeta é um fingidor"
E eu sigo fingido não amar
Ainda tento entender o que é pior
Ser amado por um Maldito
Ou ser a fixação de um
E como já deves bem saber
Tu, criatura devassa, filho da noite fria
Tão igual, porém tão divergente
Tu és o meu impossível
Que agora preenche as linhas de minha lira
E que por mais que tente, não consigo te afastar
Tu veio como uma maldição
Um castigo divino
Uma inspiração perdida
Nunca chegaremos a ver a luz do dia
E cada palavra tua não passou de uma mentira
Que ainda mantém meus instintos despertos.
Sob os olhares de luna,
Eu me fiz tua
E em um dia onde Apolo reinava
Fui teu descarte
E agora, às noites sombrias
Onde somos obrigados a nos encontrar
São as mais tortuosas
Para esse maldito que ainda escreve para ti.
17/02/24
- Bianca Freitas
#pandepp
Música para ouvir junto a esse escrito:
Roxette- Spending My Time
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Grito reprimido
Ao som do amanhecer
O frio dilacera minha alma
Fazendo meu corpo estremecer
Relevar sentimentos é como morrer
E no teu imaginário venho a desfalecer
-Bianca Freitas
#pandepp
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Me perdendo em coisas passageiras
Me entregando a ociosidade corriqueira
Desviando novamente da rota principal
Tomo consciência; volto ao normal.
O sentimentalismo não contido
Rasga-me a pele ao ver a sórdida luz mundana
O cigarro já não me serve mais de abrigo
Para toda essa inescrupulosa trama
A futilidade impregnada em minha mente
Puxa-me para a lama subsequente
Deleito-me com a súbita retomada de tempo
Onde a frialdade inorgânica preenche-me em desalento
O caos destrutivo toma agora partido
Dizimando todos os meus sentidos
Que desvencilharam-me de minhas rotas
Em minha ignota morada torta
Preencho-me novamente das bênçãos de Ares
Que fazem a vida fluir sem tantos alardes
Matando Eros com sua própria flecha
Libertando-me da ruína a minha espera
Quantas poesias não foram escritas
Um poeta tendo sua arte reprimida
Por não saber se deveria exaltar
A criatura que jamais irá amar
Agora o tormento me prende ao chão
E os ventos uviam em meu coração
Tudo que deixei para trás teve uma razão
E não me perderei por uma errônea paixão
Lutando contra meus efêmeros demônios
Compreendo essa passagem inquietante
Amar é um sentimento enfadonho
Que torna a ruir neste mesmo instante
10/11/23
Bianca Freitas
#pandepp
Música para ouvir junto a esse escrito:
Nothing More - Jenny
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