Eros está morto!
Me perdendo em coisas passageiras Me entregando a ociosidade corriqueira Desviando novamente da rota principal Tomo consciência; volto ao normal. O sentimentalismo não contido Rasga-me a pele ao ver a sórdida luz mundana O cigarro já não me serve mais de abrigo Para toda essa inescrupulosa trama A futilidade impregnada em minha mente Puxa-me para a lama subsequente Deleito-me com a súbita retomada de tempo Onde a frialdade inorgânica preenche-me em desalento O caos destrutivo toma agora partido Dizimando todos os meus sentidos Que desvencilharam-me de minhas rotas Em minha ignota morada torta Preencho-me novamente das bênçãos de Ares Que fazem a vida fluir sem tantos alardes Matando Eros com sua própria flecha Libertando-me da ruína a minha espera Quantas poesias não foram escritas Um poeta tendo sua arte reprimida Por não saber se deveria exaltar A criatura que jamais irá amar Agora o tormento me prende ao chão E os ventos uviam em meu coração Tudo que deixei para trás teve uma razão E não me perderei por uma errônea paixão Lutando contra meus efêmeros demônios Compreendo essa passagem inquietante Amar é um sentimento enfadonho Que torna a ruir neste mesmo instante 10/11/23 Bianca Freitas #pandepp Música para ouvir junto a esse escrito: Nothing More - Jenny
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