ESTE É O MEU QUARTO.
Quatro paredes cinzentas. Algumas rachaduras. Uma pradaria sem fim. Um chão cinzento. Não adianta varrer, A sujeira nunca acaba. Um telhado vermelho, Lar de outras casas: Estas, de aranhas. Uma porta amarela — Pelo menos era. As goteiras do teto a desbotaram. Um tapete mofado, Suja os pés e os sapatos, Beijou o chão e não quer parar. Uma janela de vidro, Sempre embaçada. O céu sempre chora. Uma lâmpada velha, Está com icterícia, E quase caindo. Uma cama no centro, Aquelas de mola, Que machucam as costas. Um guarda-roupa, Que guarda cabides E um pouco de mofo. Uma estante grande, Está muito pesada, Pesada de poeira. Este é o meu quarto, Ele dorme em mim, E não consigo sair dele. — NULLA VOX
Eu sou Bruno
meu quarto também está assim...