Relógio
Terra molhada, a sede ao sentir de tua boca O desejo a desejar, pele a pele Eu respiro teu respirar Os dedos descobrem cada parte do teu corpo Enquanto desabrocho em tua língua Meus olhos fechados, como um cego Ao contemplar as estrelas Te sussurro e nada se pronuncia Ser e sou um rio a transbordar em meio à enchente Com dois cavalos a cavalgar em meu peito Em meio às pedreiras Mergulhado em minhas águas, te sinto E me despeço ao te devolver nas margens da escura noite. A terra molhada aos teus pés acarinha Um a Deus.
ANAILTON POETA OFICIAL
que bom te rever por aqui ☺️👏🏻👏🏻👏🏻
Poetiamando📖☕
Meu Deus que delícia de poema!!! tão gostoso ao ler 😍🤌🏻✨