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Poetiamando📖☕

@Darcy_Muni · desde 2026

Por favor, nĂŁo sinta Ăłdio dos meus versos, eles sĂŁo as engrenagens do meu coração đŸ„€

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Hoje Ă© meu aniversĂĄrio 😁

OlĂĄ, meus caros poetas! Tudo bem? Foi mal o sumiço, Ă© realmente por motivos maiores. NĂŁo estou ignorando ninguĂ©m, tĂĄ bĂŁo? Espero que essa semana eu consiga tempo, e responderei todos đŸ’‹đŸ€­

Por favor.. sĂł mais uma vezđŸ€€

Eu quero ser o seu cafĂ© da manhĂŁ. Ser a primeira coisa Ă  sua frente quando vocĂȘ abrir os olhos. Quero ser tocada pelos seus lĂĄbios em todo o meu corpo. Quero ver aquele seu olhar mais uma vez. Quero te sentir bem fundo dentro de mim e fingir que nada estĂĄ acontecendo, enquanto estarei explodindo de amor. E quero sorrir. Sorrir com os meus olhos penetrando os seus durante isso, como se naquele instante nĂŁo existisse mais nada. Eu quero parar de me controlar. Quero te mostrar a minha verdadeira fuça. Te mostrar a fera que habita em mim. Quero que a lĂ­ngua da minha pantera beba da ĂĄgua da sua boca atĂ© a Ășltima gota secar. Quero te ouvir sussurrando mais uma vez no meu ouvido, gemendo o amor que estĂĄ no ar. Quero enroscar os meus dedos no seu cabelo mais uma vez. Encravar minhas unhas na sua pele. Morder seus lĂĄbios e as partes secretas do teu labirinto-lar. Posso sĂł mais uma vez assistir a uma chuva de meteoros contigo? Sentir o cheiro de vida sob a minha pele? SerĂĄ que posso lamber o teu suor junto ao meu? É que ele tem o saboroso gosto de amor. Um amor que sĂł vocĂȘ me deu. Pode me emprestar os seus ombros? Para eu repousar minhas pernas. Me sinto tĂŁo sozinha ultimamente. Necessito de um ombro amigo que me permita, pelas minhas pernas, poder chorar. Estou cansada de deitar sob meu travesseiro, sentir o seu cheiro e acordar assustada. Por favor, deixa eu te ver mais uma vez. Quem sabe hoje Ă  noite. Pode ser a qualquer hora. NĂŁo me leve a mal. Eu sou boa moça. Sem segundas intençÔes. Apenas deixe-me estudar o teu corpo mĂĄgico, para eu me sair bem nas minhas aulas de anatomia. Sei que nascemos um para o outro. VocĂȘ nĂŁo pode negar. SerĂĄ capaz mesmo de me esquecer? Ou Ă© apenas uma desculpa para nĂŁo se entregar? Eu nĂŁo me importo, meu amor. Tu tens carta branca na minha vida. SĂł vocĂȘ acha a minha porta. E sĂł vocĂȘ pode sair e entrar quando quiser, sem nem precisar passar por ela. — Darcy Munich đŸ„€

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Isto nĂŁo Ă© romance | II

NĂŁo porque eu seja obrigada. nĂŁo porque ele me pediu. eu fico porque escolhi ficar. e amar pode ser isso: nĂŁo abandonar alguĂ©m sĂł porque ele deixou de ser fĂĄcil de amar. eu sei que ele explode. sei que se fecha. sei que Ă s vezes a dor dele chega antes dele e sobra em mim. depois ele percebe. se arrepende. se machuca por ter me machucado. e eu entendo. nĂŁo porque nĂŁo dĂłi. dĂłi. pra caralho. mas eu entendo. ele estĂĄ tentando sobreviver com as ferramentas erradas. e eu nĂŁo posso exigir que alguĂ©m em guerra saiba construir uma casa. entĂŁo eu fico. mesmo quando ele me rejeita. mesmo quando ele nĂŁo consegue receber ajuda. mesmo quando eu queria que ele olhasse para mim e dissesse: “fica.” eu jĂĄ fiquei. nĂŁo preciso ouvir. talvez um dia eu vĂĄ embora. na verdade, sei que vou. um dia nĂłs vamos seguir por ruas diferentes. e tudo bem. nem todo mundo que entra na nossa vida veio para permanecer. algumas pessoas vĂȘm para nos quebrar. outras vĂȘm para nos ensinar a nĂŁo quebrar os outros. e talvez ele tenha vindo para me ensinar que amor nĂŁo Ă© romance. romance Ă© querer alguĂ©m. amor Ă© permanecer humano quando querer jĂĄ nĂŁo existe. Ă© olhar para uma pessoa que estĂĄ afundando e nĂŁo romantizar o naufrĂĄgio. Ă© nĂŁo dizer: “eu vou te salvar.” Ă© dizer: “eu estou aqui. mas vocĂȘ ainda precisa nadar.” eu nĂŁo sei se isso vai durar. sei apenas que enquanto ele estiver tentando nĂŁo desaparecer, eu nĂŁo quero que ele enfrente o escuro sozinho. talvez esse seja o Ășnico legado que eu consiga deixar: nĂŁo ensinar as pessoas a se apaixonarem. mas mostrar que existe uma forma de amar que nĂŁo pede nada. uma forma feia. cansada. dolorida. sem beijo. sem sexo. sem promessa. sem final feliz. um amor que nĂŁo parece amor quando vocĂȘ olha de fora. mas Ă©. porque enquanto todo mundo aprende a amar quando Ă© fĂĄcil, eu estou aprendendo a amar alguĂ©m no pior dia da vida dele. e talvez seja justamente aĂ­ que o amor deixe de ser romance. e finalmente seja amor.

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Isto nĂŁo Ă© romance | I

Esses dias eu descobri que o amor Ă© pesado. nĂŁo pesado de saudade, de borboletas, de mĂŁos dadas. pesado mesmo. Tanto que vocĂȘ precisa segurar com as duas mĂŁos e ainda assim sente que vai cair. antes de viver um romance, eu precisei aprender a amar. e ninguĂ©m me avisou que amar alguĂ©m poderia ser tĂŁo difĂ­cil. eu amo alguĂ©m que hoje nĂŁo sabe ser amado. nĂŁo porque seja ruim. nĂŁo porque nĂŁo me ame. mas porque estĂĄ cansado demais para saber como fazer isso. ele nĂŁo estĂĄ vivendo direito. estĂĄ respirando. e Ă s vezes nem isso parece fĂĄcil. eu vejo a vida batendo nele e vejo ele tentando nĂŁo morrer no meio dela. e eu estou aqui. nĂŁo como salvadora. nĂŁo sou. nĂŁo tenho idade, experiĂȘncia ou força suficiente para carregar uma vida inteira nas costas. Ă s vezes eu me sinto uma mulher de cinquenta anos divorciada, com dois filhos, trĂȘs boletos atrasados e uma histĂłria que ninguĂ©m perguntou. mas eu sou sĂł uma garota. e talvez seja isso que mais assuste. ser tĂŁo nova e jĂĄ entender que existem dores que nĂŁo se resolvem com beijo. eu parei de gostar dele hĂĄ algum tempo. e essa Ă© a parte que mais dĂłi admitir. nĂŁo existe mais aquele romance. nĂŁo existe vontade de beijar. nĂŁo existe aquela coisa bonita que faz duas pessoas se procurarem porque querem estar perto. existe um homem afundando. e eu nĂŁo consigo ir embora sabendo que ele estĂĄ lĂĄ embaixo. ( Continua..)

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🌊 Rigar... II final

corpo funcionando errado. Quando vocĂȘ chega perto, parece que um cardume atravessa meu peito. Tudo se mexe. Respira. Tudo quer ir na sua direção. Seu sorriso Ă© uma passagem clandestina. Eu entro nele e atravesso continentes. Desço ao fundo do mar. Subo para o cĂ©u. Volto sem ter saĂ­do do lugar. E quando estou longe de vocĂȘ, terra firme vira castigo. Eu gosto do chĂŁo. Mas gosto mais de quando vocĂȘ aparece e eu volto a respirar como um peixe que finalmente encontrou seu mar. Tenho vontade de matar minha sede na ĂĄgua de caju dos seus lĂĄbios. Um beijo seu. SĂł um. Terno. Demorado. Gelado como ĂĄgua de coco depois de um dia inteiro de sol. É.. talvez eu esteja meio que exagerando. Talvez. Mas a culpa nĂŁo Ă© minha se vocĂȘ resolveu existir desse jeito. Eu jĂĄ nĂŁo consigo comparar vocĂȘ com a praia. Seria injusto com a praia. Agora Ă© a praia que eu comparo a vocĂȘ. O sal lembra vocĂȘ. As conchas lembram vocĂȘ. O mar tenta. Fracassa. AtĂ© a calcinha esquecida na areia pareceria uma relĂ­quia se tivesse sido deixada por vocĂȘ. Porque qualquer coisa que encoste no seu corpo ganha uma importĂąncia que nĂŁo merece. E acredito eu que nĂłs jĂĄ tenhamos nos encontrado antes. Quem sabe no Pelourinho. Quem sabe passamos um pelo outro sem perceber. Talvez nossos braços tenham se tocado por menos de um segundo. Talvez vocĂȘ tenha dito “desculpa”. Talvez eu tenha respondido “foi mal”. E seguimos. Sem saber que acabĂĄvamos de passar um pelo outro como dois desconhecidos que ainda iriam desejar se conhecer. Agora eu conto os dias. Um por um. AtĂ© Rigar aparecer novamente. E quando aparecer, eu provavelmente vou fingir normalidade. Vou olhar para qualquer outra coisa. Vou agir como se vocĂȘ fosse apenas vocĂȘ. Mas por dentro vai estar tudo acontecendo outra vez. A ressaca. A fome absurda. A sede incontrolĂĄvel. A vontade absurda de atravessar a distĂąncia que existe entre meus olhos e sua boca. Depois de vocĂȘ, desconfio das conchas. Desconfio das flores. Desconfio do mar. Algumas coisas sĂŁo bonitas. VocĂȘ Ă© outra coisa. E competir com isso Ă© pedir para perder.

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🌊 Rigar... I

Dei de cara com vocĂȘ outra vez. Puts! Engraçado nĂ©.. O mundo tem bilhĂ”es de pessoas e, ainda assim, insiste em colocar vocĂȘ no meu caminho. Começo a desconfiar que existe alguma coisa por trĂĄs disso. Talvez Deus. Talvez o acaso. Talvez vocĂȘ, escondida em algum lugar, mexendo os fios sĂł para me ver perder a compostura. Porque eu perco. Oh, mulher! E como perco! Toda vez. VocĂȘ aparece e alguma coisa em mim esquece como se comporta. Eu te olho escondido. Te abraço sem tocar. Te beijo com os olhos. Tenho vontade de te dar tantos amaços que vocĂȘ nunca vai saber quantas vezes jĂĄ fui covarde o bastante para te desejar em silĂȘncio. VocĂȘ Ă© bonita de um jeito injusto. NĂŁo aquela beleza que pede simples fotografias. É pior, my baby. É a que faz fotografias parecer insuficiente. Suas curvas parecem ter sido desenhadas sem preocupação com a modĂ©stia da natureza. Seus cachos tĂȘm qualquer coisa de coral, corais que escondem pequenos mundos e fazem o oceano parecer menos interessante. E existe uma luz em vocĂȘ. NĂŁo uma luz que ilumina tudo. Ainda bem. A sua sĂł ilumina o bastante para eu querer ficar no escuro. Eu sei que vocĂȘ Ă© territĂłrio proibido. Sei. Mas, mulher, vocĂȘ nĂŁo faz ideia da vontade que eu tenho de descobrir cada pedaço desse mapa. Navegar vocĂȘ. Sem pressa. Conhecer suas costas, seus braços, a curva onde seu corpo perfaz e finalmente inicia aquilo que vocĂȘ chama de alma. Quero me perder na sua pele atĂ© esquecer meu prĂłprio nome. Quero sentir o calor do seu suor como se eu encontrasse ĂĄgua depois de atravessar um deserto. E nĂŁo me venha com sereias. Sereias encantam marinheiros. VocĂȘ faria o marinheiro esquecer que sabe nadar. Eu jĂĄ estou em ressaca sem sequer ter bebido vocĂȘ. Nem precisei te ver hoje. Ficou a sensação. É isso que vocĂȘ faz. Vai embora e deixa meu (Continua...)

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DEFINITIVAMENTE ( FINAL )

Mentira. Meus olhos estavam dizendo: VocĂȘ nunca vai mudar por mim, nĂŁo Ă©? Nunca vai entender que fidelidade nĂŁo Ă© o fim do amor. Ser fiel nĂŁo transforma ausĂȘncia em cuidado. NĂŁo adianta nĂŁo me trair se vocĂȘ tambĂ©m nĂŁo sabe me conquistar. Porque eu nĂŁo queria um homem perfeito. Eu queria um homem que tentasse. SĂł isso. Tentasse. Porque quando alguĂ©m realmente nĂŁo quer perder alguĂ©m, nĂŁo assiste a pessoa desaparecer dentro da prĂłpria casa e chama isso de normal. Pode ter cem flechas atravessadas no peito. Trinta espadas. Pode estar sangrando no chĂŁo. Ainda assim, se souber que existe uma Ășnica flor nascendo no meio de um terreno ĂĄcido, vai se arrastar atĂ© ela. NĂŁo porque a flor seja importante. Mas porque alguĂ©m Ă©. E eu queria ter sido alguĂ©m para vocĂȘ. Talvez eu tenha sido. SĂł nunca o suficiente para vocĂȘ fazer esforço. EntĂŁo sim. Eu deixei de gostar de vocĂȘ. Definitivamente. SĂł existe uma coisa que estraga essa certeza: eu ainda consigo imaginar um filho seu. E isso me destrĂłi. Porque eu queria uma pequena parte de vocĂȘ. Seus traços. Seu jeito. Alguma coisa sua correndo pela casa. Queria deixar no mundo uma versĂŁo minĂșscula daquilo que um dia me fez querer ficar para sempre. E que porra de crueldade Ă© essa? Querer um pedaço de alguĂ©m que vocĂȘ jĂĄ decidiu perder. Eu nĂŁo quero mais vocĂȘ. Mas ainda existe amor. E esse Ă© o meu castigo. Porque deixar de gostar Ă© conseguir partir. Amar, mesmo depois disso, Ă© olhar para a porta aberta e ainda desejar que a pessoa lĂĄ dentro fosse capaz de te fazer ficar. É como esmagar uma coisa viva depois que ela jĂĄ estava morrendo. O coração ainda estĂĄ quente. Ainda pulsa. Mas vocĂȘ sabe: nĂŁo existe mais futuro para ele. E eu odeio admitir isso. Mas, definitivamente, eu deixei de gostar de vocĂȘ. — Darcy Munich đŸ„€

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DEFINITIVAMENTE ( PARTE I)

Eu deixei de gostar de vocĂȘ. NĂŁo aconteceu numa briga. NĂŁo teve ali uma porta batendo. Nenhuma despedida bonita. Foi pior. VocĂȘ foi me perdendo enquanto eu ainda segurava sua mĂŁo. Um pouco por dia. Uma expectativa por vez. AtĂ© chegar aqui. Agora as cores continuam existindo, mas nĂŁo fazem mais nada por mim. A mĂșsica toca. Eu escuto. SĂł isso. O carinho virou um gesto automĂĄtico. A fĂ© perdeu sua força. E aquilo que antes me fazia querer ficar hoje me faz pensar em ir embora. Eu nĂŁo gosto mais de vocĂȘ como gostava antes. E nĂŁo venha se fazer de vĂ­tima. VocĂȘ sabe. Sabe de cada vez que eu precisei pedir o mĂ­nimo. Sabe das coisas que nunca fez. Sabe quantas vezes esperei uma mensagem que nĂŁo veio, uma flor que nĂŁo apareceu, uma pedra qualquer recolhida da rua com a desculpa idiota de “vi isso e lembrei de vocĂȘ”. VocĂȘ nunca fez. Nunca. E eu pobre poeta aceitei. Inventei justificativas para sua falta de esforço. Pensei que fosse a fase ruim. Pensei que vocĂȘ estivesse quebrado demais para amar direito. Esperei melhorar. Mas..vocĂȘ nĂŁo melhorou. Eu apenas me acostumei a receber pouco. E foi por isso que comecei a morrer por dentro. O mais cruel Ă© que vocĂȘ ainda ocupa minha cabeça. Mas nĂŁo confunda isso com amor. Eu penso em vocĂȘ porque estou cansada de pensar em partir. Minha cabeça virou uma lista. Motivos para ficar. Motivos para ir. Coisas que vocĂȘ deveria mudar. Coisas que provavelmente nunca vai mudar. Às vezes imagino como seria minha vida ao seu lado se vocĂȘ finalmente entendesse. Se vocĂȘ me escolhesse nas pequenas coisas. Se lembrasse de mim no meio da rua. Se trouxesse uma flor sem ocasiĂŁo. Se escrevesse porque sentiu saudade. Se me olhasse e percebesse que eu nĂŁo estava bem antes que eu precisasse mentir. Mas entĂŁo eu volto para a realidade. E a realidade Ă© vocĂȘ deitado sobre mim,tranquilo, assistindo qualquer coisa,enquanto eu olho para o nada tentando entender em que momento amar vocĂȘ ficou tĂŁo pesado. VocĂȘ percebe meu rosto. Pergunta: — O que foi? E eu sorrio. — Nada.

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Dois poetas não sabem amar pouco — Final

Mas eu ainda quero romper tudo. Quero atravessar cada maldita barreira que inventarem entre nĂłs. Porque eu sei o que aconteceria se o mundo simplesmente deixasse. NĂłs serĂ­amos maiores que qualquer conto de fadas. Mais bonitos que qualquer histĂłria de amor que alguĂ©m teve coragem de inventar. E esse Ă© o problema.. Seria amor demais. Amor suficiente para desequilibrar tudo. Porque coisas grandes demais nunca vĂȘm sozinhas. Viria a dificuldade. Viria o medo. Viria a distĂąncia. Viria a vida tentando nos quebrar. Mas eu aceitaria. Aceitaria o inferno inteiro se no fim dele fosse vocĂȘ me esperando. Porque eu nĂŁo quero um amor fĂĄcil. Quero um amor que sobreviva. Quero vocĂȘ quando for bonito e principalmente quando for insuportĂĄvel. Quero o seu pior dia. Quero o meu. Quero continuar amando quando amar deixar de ser bonito e virar escolha. Porque Ă© isso que ninguĂ©m entende no fim das contas.. eu nĂŁo amo vocĂȘ porque Ă© fĂĄcil. Eu amo vocĂȘ mesmo quando nĂŁo Ă©. E talvez, sĂł talvez.. isso seja amor de verdade. NĂŁo a parte bonita. A parte que fica. A parte que sangra e ainda chama pelo outro. A parte que poderia fugir mas escolhe voltar. É que eu te amo. E, porra, eu escondo isso. Mas por quĂȘ? Se vocĂȘ tambĂ©m me ama. Se vocĂȘ tambĂ©m sente. Se nĂłs dois sabemos. Se nĂłs dois somos esse excesso que o mundo nĂŁo sabe onde colocar. Por que fingir? Por que esconder uma coisa que jĂĄ nos atravessou completamente? NĂłs somos poetas. E poetas sĂŁo pĂ©ssimos em esconder sentimentos. NĂłs somos mortos de tanto sentir. Somos feridos de tanto amar. Somos dois idiotas tentando sobreviver ao mesmo amor. Dois poetas. Dois corpos. Uma mesma loucura. E a coisa mais bonita sobre nĂłs Ă© justamente essa: ninguĂ©m precisou nos ensinar a nos amar. NĂłs simplesmente nos encontramos. E desde entĂŁo, nenhum dos dois conseguiu voltar a ser inteiro sem o outro. — Darcy Munich đŸ„€ ( Dedicado ao meu amado poeta)

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Dois poetas não sabem amar pouco — Parte I

A minha alma pertence a um sĂł poeta. E esse foi meu.. o meu maior "erro". Porque quando vocĂȘ esbarra em um poeta, vocĂȘ nĂŁo sai ileso. VocĂȘ pode ir embora. Pode fingir que nĂŁo sentiu. Pode trocar de caminho,de cidade, de vida. Mas nĂŁo esquece. Poeta entra na gente sem pedir licença e depois fica. E eu fiquei em vocĂȘ. VocĂȘ ficou em mim. E agora nem sei mais onde termina a minhas curvas e começa a sua pele. É impossĂ­vel nĂŁo amar um poeta. Ele sente demais. Sonha demais. Entrega demais. Se destrĂłi demais. O poeta nunca chega pela metade. Ele chega inteiro e deixa tudo inteiro em vocĂȘ. E meu Deus, como ele Ă© lindo. NĂŁo bonito. Lindo. Lindo de morrer! Sabe daqueles que dĂŁo raiva? porque nĂŁo deveriam existir com tanta perfeição no mesmo corpo. Ele Ă© bom demais. Intenso demais. Humano demais. E me enlouquece sem sequer tentar. E esse Ă© o pior. VocĂȘ nem precisa fazer nada. Eu faço sozinha. Eu olho para vocĂȘ e jĂĄ estou perdida. VocĂȘ Ă© o mel que eu nĂŁo deveria provar. E eu sou a abelha idiota que sabe que vai morrer presa nele e mesmo assim se aproxima. Porque eu quero. Eu quero vocĂȘ. E nĂŁo sei amar sem querer tudo. NĂŁo sei tocar sem querer ficar. NĂŁo sei beijar sem querer morar. Eu me fundiria em vocĂȘ se isso fosse possĂ­vel. Seria vocĂȘ sem deixar de ser eu. E talvez vocĂȘ fosse eu sem deixar de ser vocĂȘ. Dois corpos. Uma coisa sĂł. Dois poetas com o mesmo defeito: sentir atĂ© doer. NĂłs somos demais. Esse Ă© o nosso problema. Demais para o mundo. Demais para a lĂłgica. Demais para qualquer histĂłria que precise terminar bem em poucas pĂĄginas. AtĂ© o universo olha para nĂłs com inveja. Porque sabe. Sabe o que temos. Sabe o que eu sinto por vocĂȘ. Sabe o que vocĂȘ sente por mim. E Ă© exatamente por isso que ele coloca tanta coisa no caminho. Barreiras. DistĂąncias. Medos. CircunstĂąncias. Tudo tentando nos convencer de que nĂŁo fomos feitos para ficar. AtĂ© o cupido desistiu. Creio eu que ele tenha olhado para nĂłs e pensado: “esses dois jĂĄ estĂŁo perdidos.” E estamos. Completamente.

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