Mizuno Skiadrum @Miskyer
Drama

Amarelo Sertanejo

Viver amarelo é sonhar E malgrado o nascer do dia Em minha memória e agonia. O doce aperto que me trouxe à vida Taciturno, quente e inquietante Não mais longo que um instante, Deixou-me na hora cansada, sacodida: Sem cores além do amarelo, despida. Restou-me apenas o malgrado, Tornou o viver em algo sonhado. E dormir, mesmo em companhia Ainda traz o temer, voraz, do ar. Que mesmo seco consegue afogar Que embriaga, cega, tortura e cria Um trabalho sem cores ou energia, Numa terra, meu lar, de memória sofrida Um sertão inteiro com a alma esquecida.

Comentários · 1

  1. 𝕂𝕒𝕦ê 𝔻𝕦𝕒𝕣𝕥𝕖

    Grande poema, amarelo... que traz, grande labuta e poema diário, é um chão que queima, como vela de sacrário... permanente...

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    1. Mizuno Skiadrum

      uma resposta perfeita, digna de um novo poema. você é um profundo artista

    2. 𝕂𝕒𝕦ê 𝔻𝕦𝕒𝕣𝕥𝕖

      Obrigado, foi um vento que saiu dos seus versos e caiu sobre mim.