Amarelo Sertanejo
Viver amarelo é sonhar E malgrado o nascer do dia Em minha memória e agonia. O doce aperto que me trouxe à vida Taciturno, quente e inquietante Não mais longo que um instante, Deixou-me na hora cansada, sacodida: Sem cores além do amarelo, despida. Restou-me apenas o malgrado, Tornou o viver em algo sonhado. E dormir, mesmo em companhia Ainda traz o temer, voraz, do ar. Que mesmo seco consegue afogar Que embriaga, cega, tortura e cria Um trabalho sem cores ou energia, Numa terra, meu lar, de memória sofrida Um sertão inteiro com a alma esquecida.
𝕂𝕒𝕦ê 𝔻𝕦𝕒𝕣𝕥𝕖
Grande poema, amarelo... que traz, grande labuta e poema diário, é um chão que queima, como vela de sacrário... permanente...
Mizuno Skiadrum
uma resposta perfeita, digna de um novo poema. você é um profundo artista
𝕂𝕒𝕦ê 𝔻𝕦𝕒𝕣𝕥𝕖
Obrigado, foi um vento que saiu dos seus versos e caiu sobre mim.