Escorpião
E se eu deitar na serrapilheira E der a sorte de um escorpião me encontrar? Dessa vez, a primeira Teria alguém pra conversar.
@Miskyer · desde 2019
Leia Bukowski, Adams, Coelho... E assim me conhecerá.
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E se eu deitar na serrapilheira E der a sorte de um escorpião me encontrar? Dessa vez, a primeira Teria alguém pra conversar.
Quem come chocolate Do cacaueiro Que plantou Que regou Que podou Que colheu Que secou Depois pisou, Moeu, triturou, Amassou e então juntou Sabe Que cacau é chocolate O resto é manteiga Cópia barata Sem qualidade.
Continuar lendoPenso que o sol que vejo aqui Não é o sol que vejo na cidade. Nem o sol que vejo na estrada. Nem o sol que vejo da calçada De casa. É calmo e desejado demais Pra ser o mesmo sol.
Esses morcegos Que passam de noite, Enquanto vejo da cama, Não devem imaginar Que são chamados de ventilador E furacão de vento Pela minha mãe Acordada a noite toda Os encarando Da rede.
Continuar lendoA porta daquela casa eu assentei A esquadria, o portal, tudo lá A da casa do aviador Que os gatos fizeram, eu assentei Eu fiz tudo Eu com outros 200 carpinteiros Um lugar lindo 7 da manhã até 8 da noite Portas e portas Quadradas Com veneziana em cima E por 1 ano eu assentei Eu tive lá Eu que fiz
Continuar lendoEis, Que guias o caminho de terra molhada Que vagas pelos mundos sem saber onde está Que caça com o vento as almas sombrias, moribundas, transeuntes, azaradas... Que se ausentam e sucumbem ao fim da vida. Ceifa as dores e valores que outrora vazios trouxeram à tona tamanha dormência em suas mãos. Mãos que nunca suspeitaram, jamais, Serem de gelo e marfim Sem um único aperto No fim.
Continuar lendoNa Serenidade Tilintando na janela Gotas frias sem luar
Viver amarelo é sonhar E malgrado o nascer do dia Em minha memória e agonia. O doce aperto que me trouxe à vida Taciturno, quente e inquietante Não mais longo que um instante, Deixou-me na hora cansada, sacodida: Sem cores além do amarelo, despida. Restou-me apenas o malgrado, Tornou o viver em algo sonhado. E dormir, mesmo em companhia Ainda traz o temer, voraz, do ar. Que mesmo seco consegue afogar Que embriaga, cega, tortura e cria Um trabalho sem cores ou energia, Numa terra, meu lar, de memória sofrida Um sertão inteiro com a alma esquecida.
Continuar lendoNostalgia que cria Confusões e amizade Em furacões
Jucundo mundo oriundo De um primeiro segundo imundo, E um segundo segundo seguro Que seguro na mão Protegendo, torcendo, Apenas pela plena conservação.