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Max-mizer

@MaximilianoRimes · desde 2020

Um poeta. Ou algo parecido.

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Seus passos

Entre Seus Passos Me perco na curva de seus pés, cada passo seu é desejo silencioso, um ritual que minha mente acompanha com reverência e fascínio contido. Sinto a leveza da sua presença, o mundo se inclina, mesmo que só em pensamento, e cada gesto seu se torna sagrado, uma dança silenciosa que prende meus sentidos. Observo cada movimento, cada passo desenha caminhos invisíveis sobre mim, e meu coração se dobra em devoção às formas que conduzem minha atenção. Nos seus dedos encontro poesia, nos seus pés, autoridade e delicadeza, uma harmonia estranha e encantadora que me faz desejar estar perto, seguir, absorver e admirar cada instante. Mesmo na distância, sinto o magnetismo, uma energia silenciosa, quase hipnótica, que me prende ao seu ritmo, onde cada passo seu é um universo inteiro que eu reverencio com toda atenção e entrega.

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Obediência

Eu não quero te conquistar… quero te obedecer. Quero sentir o peso do seu olhar decidindo até onde eu posso ir, ou se eu devo parar… ou me perder. Há algo em você que não pede — ordena, e em mim… algo que não resiste. Seus passos ditam o ritmo, e eu sigo… não por fraqueza, mas porque gosto de pertencer ao seu caminho. Se você quiser silêncio, eu calo. Se quiser intensidade, eu transbordo. Se quiser distância… eu desejo ainda mais. Porque existe prazer em saber que você poderia me ter com um simples gesto, um olhar… ou um comando sussurrado. E eu iria. Sem orgulho, sem defesa, sem medo. Só com vontade. Porque no fundo… o que me prende não é você, é a forma como eu escolho me render.

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Fé

Redação Eu não sei se, em algum momento, duvidei da fé. Em certos momentos, encontrei pessoas ruins em templos sagrados e confundi você com estranhos guardados em uma gaveta. Em vários momentos, indaguei o mundo. Olhei para a guerra santa e me perguntei: o que é a fé? Fé no meu Deus… e no seu Deus, como fica? Em alguns momentos da vida, cheguei a pensar na Terra como algo externo e em mim como algo interno. Percebi que você não me entendia quando perguntei onde eu estava. Sim, você não entendeu este poema, pois a palavra certa ficou escondida e você não soube enxergar. A fé é algo pessoal ou uma ilusão fragmentada? Uma questão com resposta ou algo vazio, sem núcleo? A guerra continua, a paz se esvai, e você se pergunta: por quê? por quê? por quê? Somos enfadonhos animais com sede de sangue. Habitamos um mundo lindo, com pessoas feias. Nosso espírito vai vagar… E o que é a vida? E o que é esse sentimento? E Deus nos olha. Ele nos ama. Ele nos entende. Mas o homem entende este poema? A palavra chegou até você? Deixe-a ir embora, se não compreende. Deixe-a ir. Deixe-a ir… e viva em paz.

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Pés

Desejo seus pés na minha boca como quem busca silêncio após a guerra, como quem encontra abrigo na parte mais humilde do mundo. Não é fome — é entrega. É o gesto curvado do desejo que escolhe ajoelhar-se sem perder a dignidade. Seus passos carregam histórias, caminhos que não percorri, poeiras de dias difíceis e a maciez secreta da noite. Quero senti-los como quem beija um altar, com reverência e sede, com devoção que não grita, mas arde. Entre o toque e o suspiro existe um mundo inteiro de rendição — e nele, eu me perco feliz.

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Não é prisão é Acordo

Entre tuas mãos eu descanso, não por fraqueza — mas por escolha. Há um reino no teu olhar, uma coroa invisível que pesa doce sobre minha vontade. E eu me curvo, não por medo, mas por desejo de pertencer. Teus passos são lei suave, teu silêncio é comando. Na firmeza da tua voz encontro abrigo, como quem entrega as armas para sentir-se inteiro. Sou teu servo no território do querer, teu súdito no império da pele arrepiada, onde cada gesto teu é tempestade e calma. Gosto de ser rendido, de sentir o fio invisível que prende meus pulsos ao teu querer. Não é prisão — é acordo sussurrado, é confiança que pulsa. Tu dominas como a lua domina as marés: sem gritar, sem tocar — e ainda assim movendo tudo em mim. E eu, voluntário cativo, descubro na tua força a minha liberdade.

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Espaço aos teus pés

Aos teus pés eu me desarmo. Deixo o nome, o peso, a voz. Ali não sou quem enfrenta o mundo, sou quem aceita o que vem de nós. Teus passos mandam em meu fôlego, teu chão me ensina a respirar. Quanto mais baixo eu me coloco, mais inteiro eu consigo amar. Minha força nasce da rendição, meu orgulho aprende a ajoelhar. Não é fraqueza — é precisão: saber onde quero estar. Teus pés não pisam, consagram. Não dominam — definem. E eu, submisso por escolha, encontro paz onde termino. Não desejo subir teu trono, me basta o espaço aos teus pés. Ali meu corpo se aquieta, ali minha alma diz “és”.

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A casinha de boneca

Havia uma pequena casinha de boneca, vestida de rosa e salpicada de purpurina, como se o tempo ali tivesse parado para não acordar a lembrança. No canto, em silêncio, repousava a boneca mais bonita que meus olhos já viram: cabelos de ouro pálido, olhos vivos como um dia que não volta. Era ali que morava a infância, quando o mundo cabia nas mãos. Agora, a boneca descansa esquecida, guardando segredos que ninguém mais pergunta. Casinha preciosa, delicada como um suspiro… há quanto tempo ninguém sonha dentro de ti? A infância se despediu sem avisar, levou consigo os risos e os dias longos. Ela cresceu depressa, e a boneca ficou. A casinha permanece, paciente, esperando um novo começo, enquanto quem a embalava no colo já não se reconhece na memória. Casinha de cristal e silêncio, ninguém entra, ninguém olha. A boneca está lá. Sempre estará. Um dia, o tempo levará o plástico, apagará as cores, desfará as formas. E a casinha… talvez sobreviva como lembrança, talvez apenas como saudade.

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A Velha canção

Ela caminhava exuberante por uma rua deserta, com espelhos por todos os lados. O chão era feito de pedras preciosas brilhantes. As folhas das árvores antigas caíam no tempo e formavam um belo tapete manchado. Ela sorria enquanto caminhava e não tinha medo dos animais ao seu redor. No fim da rua existia uma casinha, tão rosa quanto posso entender. Lá dentro havia um velho senhor segurando um velho violão. Ele tocava uma antiga canção de amor e, ao seu lado, um pequeno gato dançava. Ele estava feliz e sorria. A canção era sempre a mesma. A casa era sempre a mesma. A janela exibia o sol, e lá fora os pássaros também cantavam uma linda canção. Até onde iria aquela rua? Eu poderia ir até o fim ou continuar aqui. A canção ainda era linda e o velho ainda sorria. Onde é que eu estou, afinal? Os pássaros ainda estão lá e o sol bate forte. Onde é que estou, afinal?

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O Cômodo morto

Uma Casa tão velho quanto cristal Em uma caverna abandonada e esquecida em um canto do universo. O telhado, tão escuro e cheio de musgo, Confundia-se com a floresta por trás de tudo. Dentro da casa, havia um cômodo, Uma porta trancada com um grande cadeado. Demorei cem anos para arrombá-lo. O cheiro de mofo irrita as narinas, E meus olhos sangram. Quantos milênios de segredos escondidos, Quanta energia acumulada pelos cantos. E uma foto velha em preto e branco, Quantas histórias e sorrisos. Aquele cadeado trancava emoções, E eu não podia invadi-las. Fechei a porta novamente, Virei as costas E, com um sorriso, Fui embora daquela casa velha e escondida. Deixei-a lá. Os pássaros tomaram conta dela com carinho, E o passado encontrou seu lugar.

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Poema dos esquecidos

Existe um lugar onde todo povo esquecido esconde seus segredos. Um lugar onde não existem regras, e o simples fato de existir é uma piada sem sentido. Um lugar onde poucos chegam — e quem chega não gosta de estar. Um lugar lembrado por poucos e esquecido por todos, até mesmo por quem está lá. É difícil viver no mundo lá fora; é difícil revelar seus planos sem sofrer zombaria. Nem você acreditaria se eu lhe contasse. Eu posso ver que você também está chegando aqui, nesse lugar entre o fim e o começo, um prêmio de consolo para os esquecidos. Talvez uma lembrança de quem somos esteja guardada no sótão de alguma casinha de telhado laranja. Sim — as telhas, quando o sol bate, se tornam laranjas, e isso não faz o menor sentido, não é mesmo? Existe um lugar onde poemas tristes são abandonados. Existe um lugar onde poemas vazios estão empilhados em uma mansão de desejos mentirosos. Ali, você se torna o rei da mentira ou um escravo esquecido. A verdade é que ninguém pode saber. Você chega lá… e não tem para onde ir. Existe um lugar para poetas esquecidos, para poemas mortos, para palavras perdidas e para o esquecimento. Você ainda se lembra? Eles ainda se lembram dos seus poemas?

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