O Cômodo morto
Uma Casa tão velho quanto cristal Em uma caverna abandonada e esquecida em um canto do universo. O telhado, tão escuro e cheio de musgo, Confundia-se com a floresta por trás de tudo. Dentro da casa, havia um cômodo, Uma porta trancada com um grande cadeado. Demorei cem anos para arrombá-lo. O cheiro de mofo irrita as narinas, E meus olhos sangram. Quantos milênios de segredos escondidos, Quanta energia acumulada pelos cantos. E uma foto velha em preto e branco, Quantas histórias e sorrisos. Aquele cadeado trancava emoções, E eu não podia invadi-las. Fechei a porta novamente, Virei as costas E, com um sorriso, Fui embora daquela casa velha e escondida. Deixei-a lá. Os pássaros tomaram conta dela com carinho, E o passado encontrou seu lugar.
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