O peso da pequenez
Temo que nunca sairei da mediocridade. Cresci na invisibilidade, onde a grandiosidade nunca soube meu nome. Deixo as oportunidades passarem, porque o medo do destaque me corrói por dentro, como um peso que me impede de respirar. Fico no canto das paredes, onde minha alma sussurra em silêncio, e poucos ouvidos são sensíveis o suficiente para escutar. Mas como se ensina a quem nunca foi vista que ser vista importa, que ser vista é a chave para ser mais do que sou agora? E se eu não quiser mudar? E se esta mediocridade, que me envolve, já for um peso tão grande que eu não saiba mais viver sem ela? Sinto o desejo de ser grande, mas ele arde como uma chama que me queima e me assusta ao mesmo tempo. Porque, ao mesmo tempo que quero ser mais, há um medo terrível de perder a segurança da única certeza do que sou: pequena. É como se ser grande fosse uma prisão, uma grandeza que me esmagaria. E então me pergunto: seria eu capaz de carregar um peso maior que o da mediocridade? Ou, mais ainda: seria eu capaz de ser grande sem me perder de mim mesma? Talvez o peso de ser apenas boa o suficiente já seja um fardo insuportável que me esmaga na sombra. E me faz querer continuar aqui, sendo o que sou: pequena, como uma farpa cravada no dedo de um gigante. A grandiosidade me assusta, mas o que mais me aterroriza é a dúvida cruel: se eu tentasse ser grande, quão pequena ainda pareceria minha mudança?
T' ago
um poema poderoso.
Bean
Muito obrigada!! 🥰
Christian Patrick.
belíssimo texto mang!
Bean
Muito obrigada!! 💖💖