Não tão fácil
Tenho passado tanto tempo a pensar em nós no que poderíamos ter sido, no que não fomos, nas palavras que ficaram presas na garganta, nas mensagens que nunca partiram, nas que morreram sem resposta. Penso todos os dias. No teu silêncio. Na forma como foste, sem aviso, sem vestígios, como quem nunca esteve. E nessa ida e vinda, Pude perceber que eu prefiro o barulho da presença ao silêncio cortante da falta. Prefiro a dor do que existe à ilusão do que nunca foi. Eu te amei, como te amei. Com tudo o que sobrou de mim. E o amor veio sem esforço, mas, tu nunca refletiste de volta o que eu via. Parecia que cada minuto ao meu lado era um fardo nos teus ombros. Fui eu apenas um desejo fugaz? Fui eu só um reflexo do teu vazio? Tiveste algum instante de ternura ao pensar em mim? Sentiste minha falta nos dias em que me calei? Ou apenas seguiste, sem olhar para trás, como se eu nunca tivesse existido? Não me deixes assim tão fácil. Eu já sou ausência em mim mesma. Não me tornes ainda mais esquecida.
Christian Patrick.
Belíssima escrita! e um forte texto também..
Bean
Muito obrigada, Ganryu!!! ❤️❤️