EGO MORTUUS SUM

Já fui morto em muitos momentos: Quando expelido do ventre materno E vi-me refém do mundano inferno Que troveja em vívidos tormentos. Morri, sempre, mais e tanto, Açoitado por impuros olhares A conspirarem nos cruéis altares Onde se colhem a dor e o pranto. Compelido a permanecer somente, Abracei da essência a brevidade, Dissolvendo-a vagarosamente. Apenas para descobrir a vida Desmentida nesta vã verdade: À morte acompanha a via ressentida! (L.V)
Davysson
Sua escrita me lembra muito a do Augusto dos Anjos. Lindíssimo poema, Leon ☺️
Leon Vieira
Rapaz, ser comparado a Augusto é uma honraria sem tamanho. Falando nisso, me de uma tremenda vontade de lê-lo hoje.