Sem Nome
Há multidões em mim, Vozes que sussurram um Ser, Falam por trás das máscaras, Acreditando a verdade trazer. Sou o velho que se lembra, O jovem que sonha, O medo que cala, E o desejo que grita. E no meio dessa tormenta, Me pergunto, em silêncio: Quem sou eu, Senão o intervalo de uma voz e outra? Talvez eu não seja ninguém. Apenas passagem, instante, sopro. Uma chama que se dobra ao vento, e ainda assim insiste em arder.
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