Conhecido como Djalma, O sacristão
Eu o chamo de meu pai, meu painho
Um homem de muita garra e inspiração
Que buscando sua família, criou seu ninho
Todas as manhãs do dia, com cheiro de café
Meu véi me conta histórias de sua vida
De como viveu naquela roça sofrida
Bem como conheceu Cristo, a nossa fé
Ele é cantor, filho de um tocador
Sua pessoa exala bondade e simpatia
Promovendo seu maior forte, o amor
Seu cuidado e presença, me atrai
Nossa senhora do perpétuo socorro, rogai
Meu feliz aniversário, meu pai!
Júlio Emanuel
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Minhas mãos não salvaram vidas
Nem menos construíram avenidas
Mas clamo, que com um violão
Teclado ou um instrumento sem exceção
Eu já toquei pelo menos um coração
.
Minhas mãos podem criar harmonias
Que caminham em busca da maestria
Da leveza de um gigante céu azulado
A um lugar perdido, distante e exilado
.
Minhas mãos podem pintar uma paisagem
De uma música linda perdida em uma viagem
Onde há flores rosas que encandeiam a visão
Do reflexo de suas cores e inspiração
.
Júlio Emanuel
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Belo sol brande com um sorriso
Junto a suas cores alaranjadas
Admito, uma arte de improviso
De paz e amor às vidas amadas
O Pôr do sol bem me acalma
Reflete inteiramente o meu ser
Reconstrói minha partida alma
Como pinta lentamente meu viver
Júlio Emanuel
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O grilo canta
As estrelas piscam
A solitude cansa
As saudades beliscam
E tu és aquela
Que ama e canta
Que cresce planta
De alma rica
Teu sopro me ensina
Da verdade divina
Teu olhar culmina
De amor que dedica
E tu que cuidas
De ti e de mim
Sem olhar pro fim
Apenas pro céu
Do céu tu vês
Alegria dos quês
Surgem buquês
De nuvens de mel
E tu és abrigo
Velho e antigo
Viver contigo
É seguro à mim
Olhar teu rosto
Morar no gosto
De ter-te a posto
É ternura assim
E tu és jardim
De flores sem fim
Há rosas, jasmim
Troncos e cipós
Cheiro de paixão
Que sobe do chão
Entra em canção
Em mim, às sós
E tu és a luz
Vinda da cruz
Do branco produz
Paz e saúde
Que tu me dá graças
Que tu me perpassas
Que tu me abraças
De amor amiúde
E tu és a Lua
Das noites nuas
Que como poste de rua
Em mim adentra
O teu suave brilho
Que cria trilho
Que, como filho
Afeição concentra
E tu é o Sol
Alto como um farol
E eu um girassol
Que te segue adiante
De nossas caminhadas
Na estrada acanhada
Juntos, de alma banhada
Até o nosso mirante
E tu és o calor
Que é feito de amor
Deste é de alto valor
Por isso, sinto-me ganho
Desta difícil vida
De voltas e idas
De notícias doída
Por isso, sou do teu rebanho
Júlio Emanuel
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Tu és a manhã que surge do caos
Oh meu amor
Encontro-me desolado
Tarde de domingo
Jogado entre quartos, entediado
Escrevo-te
Na esperança
Da minha saudade por ti
Amenizar e deixar de ser ânsia
Nossas cenas surgem
Como vulto em mim
E fazem deles, no momento,
Um sentimento ruim
Espero, roendo unhas
O dia longo acabar
Pra eu te beijar e sentir
Teu gosto de juá
Tamarindo ou maracujá
Não importa o teu sabor
E sim, nosso tempo a passar
Juntos, adentro do fulgor
Apenas em pensar
Que amanhã eu irei te ver,
Já me tira um sorriso
Tímido que não tem nada a perder
Sei, que na minha primeira olhada
Do teu corpo me esperando
Irei à ti como um coelho apaixonado
Correndo como desesperado, pulando
Para te abraçar e apertar
Até eu sentir tua alma
Fugindo de meus braços
E enfim apreciar teu olhar
Que durante dias
Minha imaginação apenas criou
Devido ao pesar da ausência
De teus olhos de Moscou
Júlio Emanuel
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Por trás, o monte do teu rosto
Inundada à chuva de minha boca
Da ceia por mim ansiada, perco pouca
Irresistível a adoração do seu gosto
Pingos pretos que alguém ali jogou
Constrói-se constelação poética do amor
Corro olhos sobre tu; eu, somente teu leitor,
Divino perfeito é quem te criou
Decoro-te inteira, e com suas marcas
Transformo em poemas. Encharca
Música que meus olhos ouvem
Das ondas de notas que de ti, fluem
Roubam palavras de mim que te possuem
Voando longe, decidida feito nuvem
Júlio Emanuel
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É ter alguém que possas confiar
Pensar que mesmo longe
Esta esteja contigo
Vagando entre caminhos
Procurando tocar sempre o sino
A esperar do seu ninho
Que estes são chamados
De profundos abraços
Assassino da saudade
E sinônimo de piedade
@julhimm
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Eu, poeta, estou sem palavras
Agora que viajo por meus versos
Onde tudo é real e claro
De um amor fundo e imerso
Amor astral infinito
Não consigo passar pro papel
Apenas sentir, o teu olhar bonito
Furando meu coração de mel
Sinais que saem de teus sussurros
Marcando minha alma
Como também quebrando muros
(Creio) Buscando a vida calma
Minha lua, minha vida
Estás marcada com meus beijos
Que levemente carregam palavras não ditas
Por meu poeta falho e sem jeito
@julhimm
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