O Cronista de Versos @JhonyCloud
Poema

QUIMERA

Quimera, quimera, criatura mutante Que arde em fornalhas na mente humana, Que mão foi capaz de ferir teu semblante? Que sopro ousou apagar tua chama? Sibile, serpente, instinto em minh’alma, Deslize em silêncio ao nublar da razão, Que ser foi capaz de tirar-lhe a calma? Por que envenenastes o meu coração? Ruja, ó leão, se levante em orgulho, Salte feroz, já que o medo me chama; Que voz transformou teu rugido em barulho? Que fazes aí, acuado na lama? Cabrinha teimosa, nos cumes da vida, Se podes subir onde poucos alcançam, Que fazes chorando, se não estás ferida? Por que mancas tanto? Teus cascos não sangram! Homem, abrigo de feras caladas, Se tens em si mesmo, coragem e veneno, Por que tuas forças se encontram domadas? Que mal faz do teu poder, algo pequeno? Quimera, quimera, criatura mutante Que arde em fornalhas na mente humana, Que mão foi capaz de ferir teu semblante? Que sopro ousou apagar tua chama? --- Jhony Cloud Cronista de Versos

Comentários · 3

  1. Édson Jorge

    belos versos, poeta ! Uma linguagem única. parabéns !

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    1. O Cronista de Versos

      Muito obrigado poeta! É deveras animador, teu comentário!

  2. Mow Canela 🤍🤎

    Não há mão que fira o que é feito de fogo. A fera em mim não está domada, apenas aguarda o momento certo de transformar o barulho em um rugido que o mundo não poderá calar. Belíssimo!! 👏🏽👏🏽

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    1. O Cronista de Versos

      Belíssima, é tua interpretação! Teu comentário já é um poema próprio, que dom!!! 👏🏼 Obrigado pelo feedback, fico muito feliz que tenha gostado 😁

    2. Mow Canela 🤍🤎

      Obrigado!!☺️