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O Cronista de Versos

@JhonyCloud · desde 2025

• Narrador da vida e seus sentimentos; • Ilustrador de versos; • Saga HORIZONTE DE EVENTOS finalizada: Acesse-a na tag: #HorizonteDeEventos

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Poema

SE VOCÊ FOSSE POESIA

Se você fosse poesia, qual poesia seria? Um romance, talvez? Como reagiria às constantes carícias do autor em ti? Se despiria por um momento, A fim de ser sentimento Para o leitor que ousar sentir? Ou quem sabe... Um lamento? Seria o elo entre as lágrimas, Enquanto o autor as derrama sobre ti? Faria das palavras, sangria, Pra que, assim, se faça poesia Pra quem não quer mais se ferir? Já sei... Que tal abusar da criatividade? Que história sua voz contaria Em cada viagem do autor em ti? Descreveria lugares diversos, Enquanto atravessa um milhão de universos, Só pra alguém poder ler e curtir? Perdoe-me... Aprecias as vestes de fino poema, não? Quão luxuosos seriam os devaneios Do erudito através de ti? Lembrarias ao leitor que o brado, Que outrora esteve guardado, Entre versos há de emergir? Já que tens em cerne a resposta, Responda-me com sabedoria: Se fosses pra ser poesia, Qual poesia seria? --- Jhony Cloud Cronista de Versos

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Poema

IDEAL PRA MIM

Que falta eu sinto de um bem, Que falta me faz um xodó... E mesmo eu já tendo alguém, Eu sigo a vida um pouco só. Eu só quero um amor Que me chame de amor, Que me trate como amor E aumente o meu amor... ...Um xodó assim, Ideal pra mim, Já pertence a um outro alguém... --- Jhony Cloud Cronista de Versos

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Poema

SUJEITO / PREDICADO

Eu: pronome pessoal, sempre presente. Tu: promessa que se fez indiferente. Nós: conjunção de um passado inexistente. E o verbo? Sempre conjugado contra mim. Eu: plantei sementes, regando a paisagem. Tu: distorceu o futuro, escolheu outra imagem. Nós: fracasso de planos, eterna miragem. Colheita? Se foi com os frutos, matou-se o jardim. Conjunção: elo que promete uma união. Advérbio: medida de cada intenção. Pontuação: complemento necessário na oração. Conclusão? disposta a me negar um final adequado. Conjunção: éramos você e eu, seleção natural. Advérbio: planejei demais, sendo nada radical. Pontuação: não somos mais complemento, então, ponto final. Conclusão? Eu... sempre o SUJEITO PRE(ju)DICADO. --- Jhony Cloud Cronista de Versos

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Poema

BITTE HALT AN, ZEIT!

O Fenchel que antes, amargava Agora seria um elixir. Quem resmungava pra acordar, Agora, resmunga por não querer dormir. - O teto é todo em esmeralda, Vitrais colorem o chão. Na grande Catedral de Berlim, Onde te entreguei meu coração. - TEMPO! Por favor espere, espere... Oh, tempo... Só mais cinco minutos! - Ouço suas vozes na cabeça, Ainda os escuto sorrir, Mas a lembrança de seus nomes Há muito, esqueci. - Eu sei o que virá depois: Não há um depois pra mim. Meu presente é me prender no passado, Quem dera, permanecer assim... - TEMPO! Por favor espere, espere... Oh, tempo... Só mais cinco minutos! Senhor tempo! Me deixe os ver mais um pouco... Ah... Só mais cinco... Mais cinco... ... --- Jhony Cloud Cronista de Versos

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Poema

A ESCOLHA

Vaguei pela história, deixei visíveis sinais. Sou um pilar da vida, vi diversos finais. Faço minha trajetória, mesmo que olhe pra trás. Para mim, a humanidade não é nada demais. Ser ou não ser? Eis a questão. Comer ou não comer? Eis a tentação. Pecar ou não pecar? Eis a condenação. Desistir ou insistir? Eis a decisão. Comprar ou não comprar? Eis a indecisão. Ajudar ou ignorar? Eis a ocasião. ... Continuar ou parar? ... Se continuou, Chegou até aqui por escolha própria. Se tivesse parado, não estaria aqui. Pode voltar e ler novamente, mas aí é contigo. Dentre tantas escolhas que possa tomar agora, seja qual for, para mim, não faz diferença. --- Jhony Cloud Cronista de Versos

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Poema

IMORRÍVEL

(Homenagem a uma Eterna Lenda) Não é história de pescador, nem de livro infantil. É um testemunho auditivo que o mundo todo já ouviu. Se duvida, tudo bem. Não precisa acreditar… Mas lá em cima já se ouve a sua risada ao contar... Chuck Norris não faz flexão, empurra o solo sob si. Ao final do exercício... terremoto no Havaí. Faltou dois dias às filmagens... tava com a mulher que ama. Pra não descontarem seu salário, criou o fim de semana. "Um dia, encontrei um tigre..." Ia dizendo pra imprensa. "Mas ele fugiu de mim!" Chuck Norris... com licença... "Arremessei uma granada e exterminei um pelotão. Enquanto contava os mortos, é que veio a explosão!" No Havaí, em um treino, entediou-se de sua vida. Não queria ser conhecido por história repetida. Lembrou que nunca havia conhecido o além... E partiu com a dona morte, mas com ela de refém. O que sucede não é o luto por ele ter ido embora, É o mundo esperando ele contar sua nova história. E se o som de um trovão agora mesmo escutou, Não precisa entrar em pânico... Chuck Norris espirrou... --- Jhony Cloud Cronista de Versos

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Fábula

VITÓRIA-RÉGIA

Lá está ele... Distraído, mal sabe o dano do instante. Ele infla, Coaxa, Desinfla, Faz pausa. Agarra o alimento e salta adiante. Ela persiste... Convence a si mesma que o peso não é nada. Ela dança, Sustenta, Balança, Se acalma. E torna a dormir, sobre a água parada. A Régia prossegue... Discreta, começa a mostrar seus sinais. Ele salta, Pesado, Ressalta, Retorna. Observa ao redor... à procura de mais. Até que acontece... A planta desiste de ser firme abrigo. Ela se rende, Se parte, Desprende, Afunda. Levando o sapinho assustado consigo. --- Jhony Cloud Cronista de Versos

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Poema

PERDOEM-ME.

(Relatório de contaminação lírica) ...Dizem que começou discreto… Um homem parou diante de uma vitrine e, em vez de olhar as roupas, descreveu o entardecer refletido no vidro. Pensaram ser loucura ou cansaço... Só hoje percebo: tratava-se do primeiro sintoma. --- Casos semelhantes começaram a surgir. Indivíduos passaram a perder tempo observando e murmurando comparações fantasiosas. Há pouco, o paciente resmungou algo que me intrigou: "Doutor, por que prendeis um homem são?" Além de seu modo de falar e como soava, seu olhar parecia me admirar... Com isso, identifiquei o possível vetor de contágio: o olhar prolongado. Basta admirar algo… e o processo se inicia. --- Os infectados apresentam alterações cognitivas. Relatam sensações difíceis de descrever… como se o mundo tivesse… …mais cor do que deveria. Seus cinco sentidos se afloram. Não na percepção, mas na forma como se expressam. --- Registra-se que a doença provoca perda de precisão na linguagem. Termos técnicos tornam-se insuficientes, pois há algo nas palavras que nem o lume do mais brilhante ser há de explicar - Digo... Cientistas afirmam não haver cura, pois há uma espécie de… ternura… afetando a cognição. --- Curiosamente, os não infectados permanecem estáveis. Não reagem e tampouco se importam. Seus olhos não reconhecem algo de bom ou belo em nada ao seu redor... São como marionetes, perfeitamente posicionadas em seu mundo de desdém... Digo... Permanecem assintomáticos. --- Última observação: A doença parece irreversível… Especialmente após o primeiro contato com algo ou alguém no qual o indivíduo admire. E se ao ler isto, teus olhos demorarem um pouco mais… Então... Perdão. --- Jhony Cloud Cronista de Versos

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Poema

QUIMERA

Quimera, quimera, criatura mutante Que arde em fornalhas na mente humana, Que mão foi capaz de ferir teu semblante? Que sopro ousou apagar tua chama? Sibile, serpente, instinto em minh’alma, Deslize em silêncio ao nublar da razão, Que ser foi capaz de tirar-lhe a calma? Por que envenenastes o meu coração? Ruja, ó leão, se levante em orgulho, Salte feroz, já que o medo me chama; Que voz transformou teu rugido em barulho? Que fazes aí, acuado na lama? Cabrinha teimosa, nos cumes da vida, Se podes subir onde poucos alcançam, Que fazes chorando, se não estás ferida? Por que mancas tanto? Teus cascos não sangram! Homem, abrigo de feras caladas, Se tens em si mesmo, coragem e veneno, Por que tuas forças se encontram domadas? Que mal faz do teu poder, algo pequeno? Quimera, quimera, criatura mutante Que arde em fornalhas na mente humana, Que mão foi capaz de ferir teu semblante? Que sopro ousou apagar tua chama? --- Jhony Cloud Cronista de Versos

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Poema

MEU DEPÓSITO DE EQUÍVOCOS

Tic’nhééé… Ah, não… Quem foi o idiota que guardou tanta caixa nesse quarto escuro? Ah. Fui eu. Alguma vez, já pensou em fazer uma faxina no porão da sua mente? Cá entre nós... Guardar isso tudo de erros, Não significa acumular experiência. Essa caixa aqui, por exemplo: Anos observando os erros de meu pai. Erros a não cometer e acertos a se repetir... Válido, não? Pois é... Tive as minhas experiências e nem sequer lembrei dessa droga de caixa. Resultado: Os mesmos erros. Em situações diferentes. Já meus acertos... Ninguém de testemunha, logo ninguém para seguir meu exemplo. E a etiqueta na caixa então:? "Aprenda com seus erros e erros alheios!" Iprindi cum sius irrus i irrus elheius! Pilha de lixo. O pior de tudo, é aquilo... Aposto que você também possui uma dessas no seu porão. Bem no fundo do seu mundinho secreto: Sei que existe uma caixa vazia em você. A caixa onde guardou as 'Não Experiências'... Engraçado, é que fica alí cheia da nada. Cheia de "Como seria se..." Perturbando nossa cabeça com inúmeras coisas que deixamos passar e nos martirizamos por isso... Não mantive esse depósito aqui, para semear o caos. A idéia era catalogar experiências, mas parece que acumulei uma série de equívocos. Falando em equívoco... Como jogo fora essas caixas, se não tem lixeira na memória? Bom... Daqui pra frente, vou manter isso tudo mais organizado e empilhar melhor as caixas, pra não precisar de uma nova faxina. Quanto ao escuro? É só escuro... Nhééé'Tic. --- Jhony Cloud Cronista de Versos

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