Dor
Memórias passadas beiram a saudade. Paira nelas a dor da longitude que se instala a cada noite acordada. O peito se retorce em angústia diante do tempo que, implacável, jamais aprenderá a retroceder. Como um grande relógio-cuco prestes a gritar o horário, o instante anuncia o que já não volta. Essa dor me corrói como a ferrugem no metal, desgastando a matéria do afeto até restar apenas a memória do que jamais existiu por inteiro. Ah, dor, peço apenas que vás — não olhes para trás. A mágoa de ter lançado fora o que havia de mais vivo já é, por si, o último fardo.
Arturo
Lindo poema, parabéns ⚘️
Eco da minha Voz
muitíssimo obrigada ❤️
Leonardo Vitorino
Magnífico 👏🏻👏🏻
Eco da minha Voz
muitíssimo obrigada 🙏