Capim-Santo
lá no fundo do quintár, bem pertim do mentruiz, nasce o matim cheiroso, que gosta dimais da luz, é capim, mais é santo, feito reza de cruz, quando a tarde vem manhosa e o sór se esconde no chão, a gente cata umas foia, amassa com a própria mão, e o cheiro sobe ligeiro, feito bença em oração, é iguar fita de santo trás o prefume e encanto acarma quarquér criança, e se vira chá quentim, parece um afago mansim, os mais véi diz que ele acarma o juizo, desata o nó da tristeza, faz carim no tormento, é como sombra de árvi, num dia de sór e vento, Capim-Santo cura o már prefume humirde do chão, pequeninim feito oração, poema do meu quintár, entre a erva e a terra, entre o sór e o cerrado, o capim que cura tudo, quarquér pensamento cansado. traz renovo a poesia e ao meu verso rimado.
RosaNegra
Capim-santo tem um cheirinho tão bom... Uma poesia intimista muito boa!
Jota Jr.
Obrigado querida poetisa por sua leitura e comentário tão gentil💛✍🏼🙏🏽😊
Ricardo Ferreira Guedes .
belíssimo poema
Jota Jr.
Obrigado Ricardo ✍🏼😊🙏🏽💛
Nilza Poetisa
E que as benzedeira utilizam em suas ervas de cura né? Já vi jardins assim. Ficou linda a poesia 👏🍀🖤
Jota Jr.
Sim, esse mesmo. Obrigado querida Nilza por sua leitura e comentário tão gentil como sempre 🙏🏽💛✍🏼😊