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Taiza

@Iza_Soares · desde 2019

Não escrevo. Não poetizo. Só desenho em linhas retas, palavras multialadas.

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Raíza pacífica

Vc é minha paz "E pretendo sê-la pro resto das nossas vidas" Não pretenda Continue sendo E estando E ficando E fincando As raízes profundamente em mim

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Onde ?

Onde está A sombra luz sempre ausente? A companheira sempre ausente? Redondamente alguém que flui? Onde estás a crueza do beijo dado? Do abraço doce? Eo cheiro indefinível, entre céus, infernos e gentes? Tu que és sendo eh Sangue do sangue Isso do osso Tu que és alguém De alguém Da mesma rocha Da mesma caverna Broto de luz da noite Luz ds noite Lua Diz-me

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Amizade

Companheira

Eu ia saindo ela estava ali, no portão da frente ia até o bar, ela quis ir junto... "tudo bem" eu disse ela ficou super contente, falava bastante oq não faltava era assunto, sempre ao meu lado não se afastava um segundo uma companheira q ia fundo, onde eu ia ela ia onde eu olhava ela estava quando eu ria ela ria não falhava. No dia seguinte ela estava ali, no portão da frente, ia trabalhar ela quis ir junto, avisei q lá o pessoal era muito exigente, ela nem se abalou "o que não souber eu pergunto" e lançou na hora mais um argumento profundo iria comigo até o fim do mundo. Me esperava no portão me encontrava dava a mão me chateava sim ou não? Não De repente a vida ganhou sentido companheira assim nunca tinha tido oq pinta sempre é uma coisa estranha é companheira q não acompanha. Pensava nisso quando ela ali, no portão da frente me viu pensando, quis pensar junto. "Pensar é um ato tão particular do indivíduo" e ela na hora "particular é? Duvido!" E como de fato eu não tinha lá muito certeza Entrei na dela, senti firmeza. Eu pensava até um ponto ela entrava, sem confronto eu fazia um contraponto e pronto. Pensar assim virou uma arte uma canção feita em parceria primeira parte, segunda parte volta o refrão e acabou a teoria. Pensamos muito por toda parte eu começava, ela prosseguia chegamos mesmo modéstia a parte a uma pequena filosofia. Foi nessa noite que bem ali no portão da frente eu fiquei triste, ela ficou junto e a melancolia foi tomando conta da gente desintegrados éramos nada em conjunto quem nos olhava só via dois vagabundos andando assim meio moribundos Isso tbm durou só um dia, chegou a noite acabou a alegria, voltou a fria realidade, aquela coisa bem na metade. (Luiz Tatit)

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Ao homem segundo o coração

Que dizer Do riso não ouvido, Da voz desconhecida Da pilheria afamada? Que pensar Dos anos que não gozamos, Das lágrimas não enxugadas, Dos abraços não dados, Do beijo negligenciados na face agora oculta? Os meses passaram Ligeiros como conto contado num suspiro Mas o vazio ficou, intacto, Constrangedor. Vazio no certo, Garantido, Onde tinha certeza, Me esperaria Mas não foi assim. De repente, o fado fatal, O ceifeiro levou-te. Cruel foi. Não pediu licença Levou-te Não esperou-me Que letargicamente me encaminhava ao nosso encontro. Levou-te E por pouco nos vimos Um vislumbre apenas E nada mais. Lágrimas quentes inundam-me os olhMeu sangue Meu irmão Como mensurar uma perda não vista? A saudade do amado desconhecido? Não há Nunca houve Mas aqui está O vácuo preenchido no Mundo Vindouro Que virá Na aurora Duma nova era Lá Lágrimas abolidas Mente morta e destruída Lá Se pode ouvir o riso Voz amiga nunca vista Lá seremos felizes No novo mundo que virá.

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Efêmero

Paradoxo temporal

O tempo é relativo, diz a cartilha O tempo é real ativo, digo a mim mesma O tempo é o que o relógio mostra, disse Merlin O tempo, sei o que é, mas não sei explicar, disse Agostinho que é santo. Quanto a mim Rasguei a cartilha Cuspi em mim mesma Pus fogo na barba de Merlin E empurrei Agostinho no mar Quanto a mim (Que não sou maia) Conto os dias pelo Sol Não relativizo, apenas conto Não realizo ativamente, apenas canto Não amarro aos ponteiros e à caixa,apenas encanto Não sei e não explico, encantadoramente encantada Não sou santo Acontece Que o Sol é magnético Dobratrix da realidade Do espaço Do tempo Acontece Que quando ele está, o tempo urge Quando ausente o tempo arrasta Quando fora, tempo longe Quando perto, tempo dispara Acontece O tempo é ardil do Sol Grilhão do Sol Amarra do Sol Corda do Sol Senhor do Sol Servo do Sol A face oculta Do Sol Acontece O tempo é visgo da Lua Cadeia da Lua Torturador da Lua Maculador da Lua Violador da Lua Andaluz da Lua Face banhada em lágrimas Da Lua O tempo somos nós a devorarmo-nos O tempo somos nós a ansiarmo-nos O tempo somos nós a separarmo-nos O tempo, meu caro Sol, É o que nós mandarmos

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