Taiza @Iza_Soares

Ao homem segundo o coração

Que dizer Do riso não ouvido, Da voz desconhecida Da pilheria afamada? Que pensar Dos anos que não gozamos, Das lágrimas não enxugadas, Dos abraços não dados, Do beijo negligenciados na face agora oculta? Os meses passaram Ligeiros como conto contado num suspiro Mas o vazio ficou, intacto, Constrangedor. Vazio no certo, Garantido, Onde tinha certeza, Me esperaria Mas não foi assim. De repente, o fado fatal, O ceifeiro levou-te. Cruel foi. Não pediu licença Levou-te Não esperou-me Que letargicamente me encaminhava ao nosso encontro. Levou-te E por pouco nos vimos Um vislumbre apenas E nada mais. Lágrimas quentes inundam-me os olhMeu sangue Meu irmão Como mensurar uma perda não vista? A saudade do amado desconhecido? Não há Nunca houve Mas aqui está O vácuo preenchido no Mundo Vindouro Que virá Na aurora Duma nova era Lá Lágrimas abolidas Mente morta e destruída Lá Se pode ouvir o riso Voz amiga nunca vista Lá seremos felizes No novo mundo que virá.

Comentários · 2

  1. S.M.L.

    linda composição!👏

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    1. Taiza

      Obrigada Samuel! Fiz por meu irmão, David 😊

  2. Santiago

    Sensacional

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    1. Taiza

      Muito obrigada! 😊