sempre...
o voar de um pássaro é sempre turbulento. zigue-zagueia cá e acolá – quer à mercê da brisa, quer contra o vento tempestuoso não importa a distância, nem de onde sai; o pássaro anseia por chegar. tal é sua sina. se assim sucede aos pássaros – tão sagazes quanto ingênuos –, por que tu que és homem insiste em estar pra sempre entre o "sair" e o "chegar"? se deveras o tempo passa, assim deve proceder também com teus intentos. por que te contentas em voar sempre – mas para chegar a lugar nenhum? eis diante de ti uma via – se longa ou curta, estreita ou sinuosa, se passa por rios e bosques ou se não, se de areia, terra, asfalto ou ladrilhos... não importa –. persiga-a. apenas. e sempre... até que chegues.
Isabela
metaforar pássaros... assim não tem como errar. parabéns muito bom.