aquele dia vi,
quando levantei minha cabeça,
e fixei meus olhos no horizonte,
eu vi o sol,
Radiante, esplendoroso e amarelo,
vi essa nossa estrela brilhar
e iluminar minha alma com esse brilho,
eu vi a lua, rainha, vitoriosa,
prata e clara, tão clara
que por um instante eu me
esqueci se nessa vida já
alguma vez vi qualquer escuridão,
eu vi a multidão das estrelas,
multicoloridas, tão belas e infinitas,
mui azuis,
eu vi as mais vastas paisagens –
selvas, florestas, cordilheiras, cerrados,
pampas, pantanais –,
vi os mais dourados desertos,
vi neles os oásis mais fartos,
vi tanta beleza, tanta majestade,
eu vi, eu vi os anjos – serafins e querubins –,
eu vi todas essas coisas
quando os meus olhos olharam
e viram você.
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Engana-se o que diz
que a paixão nos ocorre uma única vez,
pois só por ti, amor meu,
não posso contar quantas vezes me apaixonei
Se estar apaixonado
é como estar embriagado,
hei de viver ébrio em teu vinho,
ó deusa de amores!
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when you were here before
couldn't look you in the eye
you're just like an angel
your skin makes me cry
you float like a feather
in a beautiful world
I wish I was special
you're so fuck1ng special
but I'm a creep
I'm a weirdo...
já sentiu estar diante
de algo tão maravilhoso
tão angélico
miraculoso
inexprimível!
indescritível!
– mas totalmente sensível?
inatingível pela razão
não obstante apreensível pelo coração
você é assim...
"um sonho pra mim,
e quando eu te vejo..."
você me faz cantar.
você me faz querer o velho
mas de um jeito novo
tudo de bom que ficou pra trás
você me convence de ir buscar
e te trazer,
pra te dar...
after all
"you're so fuck1ng special"
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quem nunca preocupou-se,
nem sofreu angústia
ou sentiu o desânimo,
por causa da morte?
fato dado e consumado
antes mesmo de ser acabado;
tão esperado quanto o sol
que ontem brilhou –
e amanhã brilhará também.
"se vou morrer..." –
sabes certamente que vai;
assim Deus decretou a Adão –
"que diferença faz?" –
e sim! de fato!
por que preocupar-se tanto
em construir majestoso –
ou até mesmo vil, quem sabe? –
castelo nas areias da praia?
as ondas o derribarão, de fato.
por que fazer qualquer obra,
por que esforçar-me tanto –
ou, quem sabe, não me esforçar para nada!? –
se a morte há de varrer minha lembrança –
e isso de tal modo como se nunca houvera existido! – ?
Ooh... Escute a Sabedoria:
Isso antes é para instrução de tu'alma
do que para desespero do teu coração;
Se tudo há de ser apagado, faça conforme
teus mais nobres intentos – e sim! Também
segundo os vis.
Nada importará um dia – para outrem.
Para ti, certamente.
Alegra o teu coração; sim, alegre-o!
Porque um dia não baterá mais;
Teus olhos não mais verão,
Nem teus ouvidos ouvirão...
Mas no livro da tua vida
todas essas coisas estarão escritas.
Se for para se arrepender, que seja uma vez só.
'Live with no regrets.'
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Poderia eu alegrar-me com a Verdade?
Talvez.
Mas qual é a Verdade?
Ela é distante, aquém de nossa vista. Incompreensível à nossa razão.
Impalpável por nossas mãos.
O que é a Verdade?
Não poderemos responder a uma só voz.
Muitos, por não conhece-la, inventam-na.
Muitos, por não encontrá-la, desacreditam-na. Muitos afirmam sua natureza "subjetiva" ou que ela não é única.
Mas, e ela?
Permanece.
Ela é, e não deixa de ser.
Tolos somos nós, que afirmamos saber o que não sabemos.
Oh, homem!
Tão pequeno, tão frágil, tão insensato...
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Século de avanços!
Século de progresso!
Ooh...
Século de desordem!
Século de regresso!
Século de alegria!
Século de grande ousadia!
Ooh...
Século de tristeza!
Século de vergonha!
Melhor seria se dependêssemos
De tão simplória tecnologia,
De conhecimento tão humilde
E comum,
A viver no Século XXI.
Medicina – avança;
Doenças – multiplicam-se!
Tecnologia – progride;
Morte – expande-se!
Ooh, Século XXI...
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Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
– Fernando Pessoa
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why don't you expand your limits,
why don't you try something new?
if you could do something great, extraordinary,
if you could touch the skies
happiness is very close,
satisfaction of a job well done
is within reach
so do it.
just do it.
whatever it takes.
the wind is strong; sail through it then.
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o voar de um pássaro é sempre turbulento.
zigue-zagueia cá e acolá – quer à mercê da brisa,
quer contra o vento tempestuoso
não importa a distância, nem de onde sai;
o pássaro anseia por chegar.
tal é sua sina.
se assim sucede aos pássaros – tão sagazes quanto ingênuos –, por que tu que és homem insiste em estar pra sempre entre o "sair" e o "chegar"?
se deveras o tempo passa, assim deve proceder também com teus intentos.
por que te contentas em voar sempre – mas para chegar a lugar nenhum?
eis diante de ti uma via – se longa ou curta,
estreita ou sinuosa,
se passa por rios e bosques ou se não,
se de areia, terra, asfalto ou ladrilhos...
não importa –.
persiga-a.
apenas.
e sempre...
até que chegues.
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Após tanto tempo
– incontáveis experiências vividas,
tantos êxitos logrados e
algumas incursões mal-sucedidas –,
o que dizer?
Se a vida nos deixa atônitos
porque nela somos espectadores
e não agentes,
o que fazer?
Revolta?;
Conformidade?;
Curiosidade?;
Humildade?
Viver é aprender,
É lutar,
É sobreviver,
É viver...
É?
A vida é uma tela em branco;
eu sou o artista.
"Que estilo, que técnica, que cor?"
– Eis a pergunta a ser respondida.
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