Atestado de Vergonha
Ai, que vergonha Tenho agora... Ai, que emoção tristonha, Em mim mora... Tudo pelo atestado Que sorrateiro veio Me ter transtornado, Por se fazer meu receio... "Não é vergonha"? Vós sois loucos!? Tendes pois a emoção enfadonha, Que mata aos poucos... "Chance"? De que!? De se humilhar!? Me pergunto porque A isso fui me prestar... Doloroso açoite, Aquele imposto Para retirar-nos a noite De bom sono e gosto... Pesa o encosto, Avisando à fraca voz: "Pague o imposto Que deves a nós!" Sistema cruel, Amuralhado Do inferno ao céu, Nosso céu revirado... Perdeu o sentido... Vergonha alheia... Agora nos é tido Como ferida feia... Quem se faz arrojado, Presa ao caçador De penas do pássaro fulminado Por penas sem amor; Depena a alma, Penoso sofrimento, Esculpido sem calma, Só repressão e confinamento. XVII de Julho do ano de MMXXVI.
Poetiamando📖☕
Que poema FODA, AMEI 😱👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻❤️❤️❤️
G. di Lettieri
Muito obrigado...