⛧Buried by time and Dust⛧
(Tradução)
Visions of that no mornings
Visões de não amanhecer
Light ever will come. I'm to old now
A luz nunca chegará. Eu estou tão velho
The dark is so near, will I ever reach the land beyond
Escuridão está tão perto, irei eu alcançar a terra além?
This is where we go when we have to die
Que é onde nós vamos quando morrermos
I've been old since the birth of time, time buried me in earth
Eu nasci velho, o tempo me enterrou na terra
Centuries ago, I tasted blood
Séculos atrás, eu saboreei sangue
Buried by time and dust
Enterrado pela poeira e o tempo
Many years has pasted since the funeral
Anos se passaram desde o funeral
Missing the blood of human throats
Sinto falta do sangue de gargantas humanas
So many years, ages ago
De tantos anos, idades atrás
I must await, feel my bodies stench
Tenho de esperar, sentir o odor do meu corpo
Wanderings out of space
Passeando fora do espaço
Wandering out of time
Passeando fora do tempo
A world out of light, death at the end
Um mundo além da luz, morte no final
Only silence can be heard, silence of peoples tears
Só o silêncio pode ser ouvido, o silêncio das lágrimas
No one knows my grave
Ninguém conhece a minha sepultura
Buried by time and dust
Enterrado pela poeira e o tempo
Autoria: Mayhem
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2. ⛧obsessões noturnas⛧
O sol desaba no abismo do céu,
A lua se ajoelha no manto do firmamento
O dia se despede do tempo,
Dando início à noite trevosa.
Este silêncio é tão ensurdecedor,
O frio lá fora é pior que o inferno,
A escuridão veste esta noite.
Devaneios, lágrimas, pesadelos,
Sonhos, sorrisos e desejos:
A noite pode oferecer tudo isto.
E, com a noite, minhas obsessões.
A pálida lua me observa em silêncio
Prevendo os meus pecados mórbidos.
Satanás bateu na minha porta,
Abrir sem temor ou hesitação.
Ele ambicionava minha alma impura.
"Liberte o seu demônio,
Invoque o seu inferno",
Sussurrou ele, sem surpresa da minha parte.
Um pacto na neve fria:
Em vida saciarei os meus desejos —
Sangue, gritos e lágrimas.
Quando minha vida findar
Satanás cobrará o seu quinhão:
Minha condenação por toda a eternidade.
Ele desapareceu pelas sombras,
Mas eu o sentia em meu interior
Desejos brotaram da voragem!
Com o peito oco,
Com a alma congelada:
Eu tirei uma vida.
A neve o velava,
Congelando seu corpo,
Seus sonhos e sentimentos.
Gritos operísticos,
Uma respiração de bigorna;
O gelo esculpiu uma figura!
Rindo com as mãos avermelhadas
Aquela visão era hipnótica,
A morte como uma obra de arte.
Vagando por caminhos gélidos,
Pegadas gravadas no solo
O vale está logo adiante.
Trilha que finda no abismo,
Um corpo que repousa embaixo dele...
Descanse em paz, alma pura.
Quando minha hora chegar,
Quero arder no inferno;
Lá é o meu destino.
O sol escala o céu até o topo,
A lua desaba no firmamento,
Ela piscou pra mim uma última vez.
Eu volto para casa, rindo.
Hoje é um novo dia,
Mas a noite me aguarda.
(Autoria original)
(Fragor)
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⛧Where dead angels lie⛧
(Letra traduzida)
Na madrugada um anjo estava dançando
Rodeado por uma aura de luz
Mas nas sombras algo estava observando
E aguardando com paciência pela noite
Anjo sussurra: Noite fúnebre, noite atraente
Sua obscura beleza me obceca
Um anjo enfeitiçado pelas sombras
Seduzido pelas mentiras sussurradas.
Um feitiço foi lançado e o céu ficou vermelho
O coração do anjo foi congelado
A escuridão que cai veio para ficar
Sob a neve a residem anjos tão frios
O crepúsculo passou e uma brisa fria da manhã
Está varrendo toda a planície
No terreno reside um anjo com a pele tão pálida
Em seu rosto uma imagem de dor
A neve agora está caindo sobre a terra congelada
O anjo está coberto pelo branco
O gelo se espalha por toda a planície
Para dar boas-vindas à noite eterna.
O vestido é branco com cristais de gelo
E rosas vermelhas tão congeladas
Rosas de sangue de uma alma inocente
Na planície reside um anjo morto
Um feitiço foi lançado e o céu ficou vermelho
O coração do anjo foi congelado
A escuridão que cai veio para ficar
Sob a neve a residem anjos tão frios
No céu sombrio as nuvens se recolhiam
O silêncio foi quebrado pelos gritos
Um feitiço foi lançado e o céu ficou vermelho
O coração do anjo foi congelado
No céu sombrio, o silêncio onde anjos mortos repousam
Toque a neve, acaricie as inanimadas esculturas
Morra!
A escuridão que cai veio para ficar
Sob a neve residem anjos tão frios
Ainda com cada cristal de gelo que está caindo
Uma outra história é contada
Um feitiço foi lançado e o céu ficou vermelho
O coração do anjo foi congelado
No céu sombrio, o silêncio onde anjos mortos repousam!
Obs: Letra original em inglês.
Ficha Técnica e Autoria
Banda: Dissection (Suécia)
Composição musical: Jon Nödtveidt e Johan Norman
Letra: Jon Nödtveidt
– Observe as sombras que se projetam na parede e veja cada anjo tombar. Ouçam no volume que a tormenta exige e deixem-se guiar até onde os anjos mortos jazem.
(Fragor)
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1. ⛧Que lugar é este?⛧
O vento aqui é tão frio,
o céu aqui é tão escuro,
a floresta aqui é tão cinzenta,
esta terra é tão desprovida de vida;
o ódio congela o amor,
o desprezo congela a ternura —
que lugar é este?
onde estou?
na minha própria mente.
As nuvens aqui chovem eternamente,
a montanha negra obscureceu o sol;
um labirinto implacável,
passos que terminam no vale,
caminhos que não levam a lugar nenhum.
que lugar é este?
onde estou?
na minha própria mente.
Abandonado, enterrado,
um coração petrificado,
um corpo fatigado,
uma alma fria,
obsessão em lágrimas;
sorrir é uma fobia —
desta vida, espero apenas a morte.
(Autoria original)
(Fragor)
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⛧ Freezing Moon ⛧
Letra traduzida:
Tudo aqui é tão frio
Tudo aqui é tão escuro
Eu me lembro como se fosse um sonho
Na esquina desse tempo .
Formas diabólicas flutuam
Saindo da escuridão
Eu me lembro que foi aqui que eu morri
Por seguir a Lua congelante
É noite novamente, noite, você é linda
Eu satisfaço minha fome com humanos vivos
Noite de fome, siga o chamado
Siga a Lua congelante
Escuridão está crescendo, eternidade se abre
As luzes do cemitério estão acesas novamente
Como nos tempos antigos
Almas caídas morrem por trás dos meus passos
Por seguir a Lua congelante
Letra original:
Everything here is so cold
Everything here is so dark
I remember it as from a dream
In the corner of this time
Diabolic shapes float by
Out from the dark
I remember it was here I died
By following the freezing Moon
It's night again, night, you beautiful
I please my hunger on living humans
Night of hunger, follow it's call
Follow the freezing Moon
Darkness is growing, eternity opens
The cemetery lights up again
As in ancient times
Fallen souls die behind my steps
By following the freezing Moon
Ficha Técnica e Autoria:
Banda: Mayhem (Noruega)
Composição musical: Mayhem (com grande contribuição de Øystein "Euronymous" Aarseth na instrumentalização e Jørn "Necrobutcher" Stubberud no baixo)
Letra: Per Yngve Ohlin, mundialmente conhecido como Dead (vocalista icônico da banda que cometeu suicídio em 1991).
Vocalista na gravação de estúdio oficial: Attila Csihar (que gravou os vocais para o álbum de lançamento após a morte de Dead).
Data de lançamento oficial: 24 de maio de 1994, como parte do aclamado e seminal álbum de estúdio De Mysteriis Dom Sathanas. (A faixa também teve versões de ensaio e registros ao vivo célebres anteriores, como no álbum Live in Leipzig de 1993).
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– Apague as luzes, deixe o frio entrar e feche os olhos enquanto os acordes se arrastam como passos na neve. Ouçam no volume que a noite exigir e sigam a lua congelante.
(Fragor)
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🕯⛧ Saudações Negras ⛧🕯
Salve. Seja bem-vindo à nossa irmandade de nevoEIRO e versos tortos.
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Se você chegou até aqui, é porque o vento gelado do norte também sopra dentro de você. Eu criei este espaço sem grandes pretensões comerciais ou fórmulas prontas; precisei de um canto onde a poesia pudesse vestir o manto pesado e cortante do Black Metal e de todas as suas vertentes mais densas.
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Para ser bem direto sobre o que me trouxe até aqui: eu escrevo porque a crueza desse som — essa mistura de misantropia, natureza gélida, niilismo e beleza trágica — é o único espelho que encontro para a minha própria mente. Não é um hobby bonitinho; é uma catarse. Cada verso que coloco para fora carrega o peso de noites longas e daquela atmosfera denegrida que só o metal extremo consegue evocar.
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Além de derramar meus próprios pensamentos no papel, meu grande objetivo aqui é traduzir letras de bandas de Black Metal para o português. Quero trazer para a nossa língua a poesia muitas vezes esquecida ou mal compreendida que vive por trás daqueles vocais rasgados e da distorção caótica. Faço isso tanto pelo prazer egoísta da contemplação quanto para fortalecer e divulgar essa arte que tanto me consome, mostrando para mais pessoas a profundidade literária que existe no underground.
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Se você também respira essa neblina, puxe uma cadeira na penumbra. Aqui, a noite é longa e a poesia não teme a escuridão.
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Sinta-se em casa... ou o mais próximo disso que o frio permitir.
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(Fragor)
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