⛧Obssessões noturnas⛧
2. ⛧obsessões noturnas⛧ O sol desaba no abismo do céu, A lua se ajoelha no manto do firmamento O dia se despede do tempo, Dando início à noite trevosa. Este silêncio é tão ensurdecedor, O frio lá fora é pior que o inferno, A escuridão veste esta noite. Devaneios, lágrimas, pesadelos, Sonhos, sorrisos e desejos: A noite pode oferecer tudo isto. E, com a noite, minhas obsessões. A pálida lua me observa em silêncio Prevendo os meus pecados mórbidos. Satanás bateu na minha porta, Abrir sem temor ou hesitação. Ele ambicionava minha alma impura. "Liberte o seu demônio, Invoque o seu inferno", Sussurrou ele, sem surpresa da minha parte. Um pacto na neve fria: Em vida saciarei os meus desejos — Sangue, gritos e lágrimas. Quando minha vida findar Satanás cobrará o seu quinhão: Minha condenação por toda a eternidade. Ele desapareceu pelas sombras, Mas eu o sentia em meu interior Desejos brotaram da voragem! Com o peito oco, Com a alma congelada: Eu tirei uma vida. A neve o velava, Congelando seu corpo, Seus sonhos e sentimentos. Gritos operísticos, Uma respiração de bigorna; O gelo esculpiu uma figura! Rindo com as mãos avermelhadas Aquela visão era hipnótica, A morte como uma obra de arte. Vagando por caminhos gélidos, Pegadas gravadas no solo O vale está logo adiante. Trilha que finda no abismo, Um corpo que repousa embaixo dele... Descanse em paz, alma pura. Quando minha hora chegar, Quero arder no inferno; Lá é o meu destino. O sol escala o céu até o topo, A lua desaba no firmamento, Ela piscou pra mim uma última vez. Eu volto para casa, rindo. Hoje é um novo dia, Mas a noite me aguarda. (Autoria original) (Fragor)
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