O dia merece nascer?
Meu olhar baixo
diz o que não quero ouvir.
Minhas mãos geladas, calafrio.
O peso das multidões
em meus ombros...
Abelhas e vespas,
onde vim parar?
Por que viver?
Onde está o pássaro
prometido no berço?
Onde está o lindo céu?
Não o vejo, estou cego.
E isso assusta,
tudo sangra,
tudo cheira mau.
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Todos os dias que acordo,
Olho no espelho
E percebo que estou mais velho.
Todos os dias é essa suspeita,
Esse pensamento,
E uma surpresa.
Foi uma surpresa para mim
Nesse sábado,
Um olhar para cada um,
E o pensamento veio
Ao meu encontro.
Todos sentados a espera da comida,
Vários assuntos começaram
A brotar.
Era cada um mais feio que o outro,
Não de aparência,
Mas de alma.
Todos uns fracos,
Hipócritas,
Injustos e chatos!
E sabe o que eu percebi nesse sábado?
Que eu odeio,
Do fundo do meu coração,
Quase todos os membros
Dá minha família!
São poucos os que eu tenho afeto.
AUTOR: FELIPE ABREU.
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Forças milenares,
Que me regem a anos,
Que caía por terra agora!
Não gosto dos rostos
Dos que vivem no "céu".
São almas chatas,
Sem sofrimento e sem expressão.
Uma hipocrisia sem fim!
Acham que são santos,
Mas não são!
Eles odeiam a verdade,
E gostam de saborear a mentira.
"Doce o gosto né?"
Eles gritam: " Mestre!
Mestre!
Mestre! O que devo fazer agora?"
E o mestre deles fala:
" Comão os olhos uns dos outros,
Morda a própria língua,
Cuspa na cara do seu amigo,
Grite com quem não concorda com você,
Fale asneiras.
E acima de tudo,
Se mate, mate o seu sonho,
Sua esperança, e venda a sua vida!
Pois eu sou o Mestre! Mestre! Mestre!"
Sociedade burra!
Com suas ilusões momentâneas
Cavam a própria cova!
"Será se o coveiro está feliz?"
Mas é claro que está,
Basta olhar nos olhos dele.
"Quem é ele?"
Ele é cada um de nós.
Pensa que acabou?
Tem mais!
Mas a história não será contada
Por mim.
Longe de mim,
Não aprecio esse tipo de circo.
A humanidade por séculos,
Viveram assim.
Em todo beco e viela
Eles precisam de um mestre
Para apontar o dedo e dizer:
"Esse é o caminho."
Mas a verdade é que não existe caminho.
Eles odeiam ter um pensamento próprio,
Por isso gostão do "Mestre!"
Vergonha!
O desejo meus amigos,
É o pai de todo o sofrimento,
Ele come a carne até chegar no osso.
AUTOR: FELIPE ABREU.
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Ontem sonhei,
Que alguém arrancava
meu coração.
Não por amor,
Mas por maldade.
Foi fácil lembrar
Dos instrumentos de remoção.
Uma faca, uma tesoura e uma mão.
Foi mastigado, cuspido, chutado e queimado.
Não lembro do rosto,
Mas dá sensação.
Um passeio na escuridão.
Uma dança com os deuses.
Louco já sou,
Imagina na companhia de deuses?
Um piscar de olhos,
Uma canção a tocar,
O inferno tremeu no meu olhar.
AUTOR: FELIPE ABREU
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Esta manhã,
acordei morto,
Não luz,
Nem trevas,
Morto!!!
Não consigo ler
e nem escrever.
Um monstro me encara
No meu quarto,
Encaro ele todos os dias.
E ele diz: "Como vai amigo? Eu sou você!"
Sei quem é você.
Um desconhecido,
Um desespero,
Uma lástima,
E uma Questão.
Por enquanto não quero
Conversar com você, meu amigo.
Suma as vezes,
vá até a estrada,
E conte cada carro que passar,
E depois me fale quantos carros tinha.
AUTOR: FELIPE ABREU.
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( Poema I )
Ó doce amada
por que deixa-me
com o coração
na mão?
Qual o motivo?
Por que se foi?
Cansada de mim então?
Ou de si?
Teu cheiro
teu cabelo
teu rosto
teus seios
teu corpo nú
tua alma...
Me traz lembranças...
queria eu
te esquecer,
mas não posso.
Na noite estrelada
lembro de nossas caminhadas,
a lua grande
Espelhava nós teus olhos
Cheios de vida,
teu coração á pulsar,
lábios à falar;
Do futuro de nossas vidas,
como um cachorro sem dono eu ouvia
tua boca há falar.
Agora só lembranças
e um futuro à lástimar.
Dia após dia te procuro
sempre à lamentar.
Porque se foi minha musa...
Na tua partida tudo mudou;
a noite não é a mesma.
Meu coração não é o mesmo.
Vivo os dias
Querendo pular
de um penhasco.
O que me segura?
Talvez seja você,
Você...
AUTOR: FELIPE ABREU.
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Era um beco escuro sim meu camarada!
Lembra da voz que soava na escuridão
Do nada?
Talvez não se lembre,
Mas o cerne lembra.
Talvez esteja preso em algum lugar,
Ou esteja em trevas outra vez.
Preguiça de sair?
Não sei o problema.
Temos vários problemas
Entre nós animais.
Será que alcancemos o real
Sentido dá coisa?
Ou talvez seria ilusão de minha
Pequena cabeça limitada?
Já viu os sorrisos nessa manhã escura?
Ou visitou o jardim das amarguras?
Talvez esteja triste de certo modo que
Pensamentos sublimes da alma,
Estejam em ascensão do nada.
AUTOR: FELIPE ABREU.
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