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Ğ.Ň. Cösēndey

@Erin · desde 2019

"Palavras são inúteis para descrever quem sou para você... Mas... sabe qual é meu único propósito? ironicamente, tocar você."

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Amor

Entre o desejo e o eterno

Entre o desejo e o eterno, Que há, além mais? Sucumbo nas garras tuas, Envaideço nas amarras. Que há, Desejo, em teu peito? "Uma ânsia do eterno" sussurra em gracejo. Comprometo a amar-te, Eterno! Que suas mãos, Sejam leves e simples E que a graça do Desejo Sucumba em Tua união Una. Entre o desejo e o eterno, Qual irei escolher? Nenhum, nenhum Apenas vivo o efêmero momento De um piscar. E o eterno instante De uma vida de Amar.

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Silêncio

Café

As manhãs escorrem, Como o líquido negro. Amargas Infantes Quentes como teu beijo. "Oh, amor, é você? Quanto tempo faz. Que presente trais?" "O Eterno Agora Que lhe apraz!" Nisso, lágrimas salpicam As estrelas de meus olhos. Coração saltita... Por uma xícara. Sexo e divindade Misturam-se no fragor. O momento presente, Cheio de amor. Quão solitária São as manhãs! Sem tua presença Sem tua inocência. Sem tua ausência, Hei de viver. Sorvendo o ébano; Lembrando você.

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Olhos de Dragão

Eu toco o sino da esperança, Solegado de risos e lembranças. Elas, porém, desabam Num crucifixo da tarde. Hei de me contentar? Vida de Inextremos vivo, Óctuplo como Buda. Mas o tédio me aflige, Sábio como teus olhos... Olhos de Dragão. Vale o preço? Vida de extremos, Sobrevoa minha alma. Pois a quero de inteiro: Saboreie minha calma! O lar que refiz, Esbanja-se de Luar. O prado que habito, Ressoa num gargalhar... Mero entoar; Brisas de inverno. Quero lhe afagar... E teus olhos de estrelas, Penetrar. Mas tua íris vacila, Num fogo perpétuo. Chama incalável, Que dita: "Amo-o, E não importa quem sejas, Quero-te." E sorri, Dentes pontiagudos, Língua bifurcada, Olhos de Dragão.

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Espelhos

Cansei. Fujo de mim, Das nuvens e das coisas; Aplainado de erros, Mirrado de trocados. Viste bem. Fujo de meus sonhos; Tocado de lágrimas, Riscado de semblantes... E que Amargos, Homem, Eles o são! Leste certo: Fujo de trabalhos; Agonias e perjúrio. Salário? Sinônimo d'tempo Tempo sem razão. Sem 'magia Sem paixão. Ouves bem? Nasço, cresço, morro. Espelho espelho meu, Existe alguém mais morto, Vazio, Cálido como eu? Olhos olhos meus, Existe vida Mais bem-perdida Mais bem-fodida Mais DESPERDIÇADA... Do que a minha? "Sim", responde eles: "Daquele que lê este poema. Há d'ele ser, Sim, Mais desgraçado." E rio de meus olhos, A pesar, Mais-vivo: "..."

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Carinho

Sinoplicidade

Sabe? Apaixonei-me por seu amar. Jeito de vestir. Olhar. Que ardor: O incólume me consumiu, E só vejo a cor... Teus olhos são hediondos, Próprios de poesia, Adjetivados por noz-moscada, E temperados com clamor. Clichês e fiéis, Poeta sem vigor... Que busca palavras. De calor? Fito-a; És simples como prata; Clara: Sinoplicidade que agita Ressoa. Apenas ouço... Como taça que transborda, Num suspiro triunfal. Como sinos sinuosos... A sorrir, Sinotempestuoso No teu "Eu Sou". (Trimm-Trimm)

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Crença

Tolo-Deus

Mãos atadas, Beijos roubados, Serei eu, Deus, O mais desgraçado que há? Decerto estás à gozar! Troças derradeiras, D'um escárnio arguto. Sim. Decerto estás a regozijar! Ando de lá à cá, Estranho na multidão. Prendem-me e baleiam, Membros partidos na Tortura, Estuprados na prisão. Vejo-o no Céu: Gargalhares ressoantes, E sob as barbas brancas, Profere: "Tolos e incautos! Nada fazem senão louvar-me. Onde está o Amor dos Homens? O-ho, sim, No pútrido buraco da Via-Láctea!" E recomeças a gargalhar... Ouça bem, Deus dos Imundos, Vá ao Inferno. Pois é lá Que jaz seu pasto. Brinque, ejacule Teus prazeres Na gonorréia de Teu Antro; Orgia de Anjos. "Pois só àqueles que atiraram-se ao Fogo São merecedores de Sua posição."

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Arte

Choro

Líricas estrelas, Que eu sou? Que me tornei? Passados quebrantalham Em lámúrias escuras. Esganiçados: Lágrimas de Fúria. Toca-me, Pureza... Toca-me como outrora! As manhãs não são as mesmas Sem teu riso inodoro. Não deixe-me aqui Nesse mundo tão rubro... Não me faça amar, Neste choro sem rumo... Pois quero você Neste Mundo Obscuro. Escuro? Escuro? Não posso enxergar! Deixe-me entrar, Vou te matar. E chorar... Lágrimas sem razão. Lágrimas que, no fim, Não sabem quem são.

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Sociedade

Magia

Oh, hábeis seres, Temperados de esmero, pompa e atrações: Meus olhos doem ao vê-los, Pois sois tão comum. Magia; esqueceste o que é? Encantos, Fadas, Ações; Falo, acaso, d'um mundo de ilusões? Em Terras distantes, De sabores audíveis e labores amantes, Sonhadores desmembravam: Órgãos de Existência, Tripas de Universo, Fígado de Vida. Mas tu? Que passa tu, senão d'um macaco? Desmembras prazer, E despe-se à coleira do Mundo À lamber seus beiços imundos. Portanto, Apresento-lhe Tŕês Leis. À ti, Receptáculo de Destruição: Colha ambição, e terás ambição. Colha sexo, e terás sexo. Colha Magia... e terás Magia.

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Fábula

Vivacidade Pedral

Via, Ouvia, Assistia. Tudo numa estranha calmaria. "Quantas vezes?...", soluçava a pedra, À chorar, Suas lágrimas de pedra. "Macacos ridículos. Não percebem eles Que estão a magoar-me profusamente? Não escolhi nascer pedra; Mas sinto. O desdém cai sobre meus semelhantes, Droga!" E então, simplesmente, Um Humano a pega, condescente: A chama de "Thomas" e a joga, Entredentes. Confinada em seu corpo de pedra, Ela afunda, Soberba. E suas últimas palavras, São estas: "Poucos enxergam a vida decerto..."

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Sociedade

Realidade

Canso-me de ver... Exalta-se a morte, Exalta-se a dor. Não surpreende-me, não, jazermos em estupor. Onde estás, melodia? Onde vais, Alegria? Nesta era de tristezas, Infindáveis depressões... Que é você, Senão síndrome da Razão? Que és, Senão cárcere da emoção? Onde vais, Sinfonia do tormento? Cobre a vista dos detestáveis, E dos felizes também. Em seus olhos, O medo de si. Aproxima-te, Medo; Pois singelo é meu beijo, E singela é sua dor... Heh, És ébrio das tristezas do Amor.

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