Realidade
Canso-me de ver... Exalta-se a morte, Exalta-se a dor. Não surpreende-me, não, jazermos em estupor. Onde estás, melodia? Onde vais, Alegria? Nesta era de tristezas, Infindáveis depressões... Que é você, Senão síndrome da Razão? Que és, Senão cárcere da emoção? Onde vais, Sinfonia do tormento? Cobre a vista dos detestáveis, E dos felizes também. Em seus olhos, O medo de si. Aproxima-te, Medo; Pois singelo é meu beijo, E singela é sua dor... Heh, És ébrio das tristezas do Amor.
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