Érico Milene @Erico
Morte

O mistério das Portas

“A casa é bem escura à noite.” Eu, Moã, disse. “Sim, mas não tanto quanto o coração dos Humanospsicofagos; aqueles de quais estamos fugindo.” Disse a Schizofrenia( Sim, a banda de Heavy Blues psicodélico!). Calada, ascendeu seu peito; eu, uma vela. Não sentia medo. Ela gritou a nome de um homem santo: “ Raul Seixas! Me proteja!” Eu creio em nada, nem que eu sou eu! Logo, falei: “Dada...Dadaísmo!" Era algo ali parado; um animal ensanguentado, horrível, humano! Era um leitor! (tu!) prestes a devorar-nos com seus Dentinhos de besta. Seus olhinhos gigantes olhavam mais para Schizofrenia, que era muito bonita, cheia de cores e luz magica, do que para mim. Tomei as seringas de agulhas que trazia na bouça a tiracolo e corri para furar a pele do Leitor-Bestial. Era rápido o mostro de loucura! Tomou minha mão, já ferida pelas aulas autodidatas se Guitarra, e espetou em meu braço, previamente quebrado pela escrita ignorada, as agulhas de liquido fermentador. Atordoei-me. Caí. Ele sumio nas sombras do inconsciente levando ela, minha amada Schizofrenia de luz... Mas desejos me despertarão em breve.

Comentários · 3

  1. Érico Milene

    Que bela obra.

  2. Cleberson

    fantástico!

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    1. Érico Milene

      É, eu sei. Valeu.

  3. Sociedade da Vida Noturna

    de mais este poema.