O mistério das Portas
“A casa é bem escura à noite.” Eu, Moã, disse. “Sim, mas não tanto quanto o coração dos Humanospsicofagos; aqueles de quais estamos fugindo.” Disse a Schizofrenia( Sim, a banda de Heavy Blues psicodélico!). Calada, ascendeu seu peito; eu, uma vela. Não sentia medo. Ela gritou a nome de um homem santo: “ Raul Seixas! Me proteja!” Eu creio em nada, nem que eu sou eu! Logo, falei: “Dada...Dadaísmo!" Era algo ali parado; um animal ensanguentado, horrível, humano! Era um leitor! (tu!) prestes a devorar-nos com seus Dentinhos de besta. Seus olhinhos gigantes olhavam mais para Schizofrenia, que era muito bonita, cheia de cores e luz magica, do que para mim. Tomei as seringas de agulhas que trazia na bouça a tiracolo e corri para furar a pele do Leitor-Bestial. Era rápido o mostro de loucura! Tomou minha mão, já ferida pelas aulas autodidatas se Guitarra, e espetou em meu braço, previamente quebrado pela escrita ignorada, as agulhas de liquido fermentador. Atordoei-me. Caí. Ele sumio nas sombras do inconsciente levando ela, minha amada Schizofrenia de luz... Mas desejos me despertarão em breve.
Érico Milene
Que bela obra.
Cleberson
fantástico!
Érico Milene
É, eu sei. Valeu.
Sociedade da Vida Noturna
de mais este poema.