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Cleberson

@Koter · desde 2018

Nosce te ipsum: "Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses" (Tales de Mileto, 624 - 546 AC)

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Amores?

Dizem amores.. E quantos dizem? Em responder insistem 'amargo, é saber’ Amado, de desamor é Tanta dor, quase um traço De uma linha sem fim Os passos, vão sem mim Au revoir, digo. É tudo. Não sigo, não minto, não assim Deus, tenha dó de mim Num amanhecer, não deixe me nascer Quero esquecer, lamuriar. Junto ao seu nascer, ‘oh Sol’ Queira me esperar, no atardecer.. Irei partir. Num único gole de rum - consumir

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Reveillon

Sofri 365 dias sem fim Arranquei 8,760 horas de mim Percorri pelo tempo Me perdi e 525,600 minutos foram de tormentos Caminhadas largada na areia desfocam minhas lembranças No frio de minha mente As alegrias vem a tapar em tristezas Em outrora... Não lembro mais, se foram... 31,536,000 segundos... Me perdi... P.s. Mais um ano se vai, novo recomeço. Um próspero ano novo a todos!

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Rastros

Os passos deixam um ramo de pegadas Sobre o túmulo daquele que amou Banhado em lágrimas enxerga a distorção do sol Teus olhos, ainda enxerga a dor do mundo. A terra árida que fere os pés dos votos de luto Não soa um silêncio no silêncio da vazia solidão A condenação pela memória dos teus momentos felizes Hoje a mata Um destino lindo de amor reprimido Que em outrora varreu de sua vida tristezas Enraíza no seu coração um ponto nulo sem vigor Acaba, toda estrutura de seu ser...

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Declínio

Desisto nas manhãs do nascer do sol Resisto ao desejo sucumbido de me levantar Nessa manhã linda desejo a chuva Para cobrir minha angústia Meus heróis de um paraíso distante eu matei Enterrei sobre lençóis e a terra entreguei - minhas crenças Deixo aqui nessa terra meu último gole d'água Nas esperança do nascer de uma pura alma Quero me deitar não mais neste chão Onde as raízes amarga minha ilusão Deus sabe o quanto tentei - lutei Desisti de seu declínio existencial Pai, minha vida se mancha nesse assassinato Marcada de sangue, desmorono A cada ato, a vida de teatro me atrai Me lanço a escuridão, já não aguento mais este fardo..

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Poesia

Palavras

Já não falo mais Deixo as palavras voarem ao vento Todo o encanto de meus versos se foram Lamento - meus erros não voltam atrás Queria eu amar mais uma vez Escrever uma nova história cheia de vida Talvez, a sensatez me enlouqueceu Esse livro que vivo, já é uma estória deprimida Essa vida lânguida...me matará.

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