Declínio
Desisto nas manhãs do nascer do sol Resisto ao desejo sucumbido de me levantar Nessa manhã linda desejo a chuva Para cobrir minha angústia Meus heróis de um paraíso distante eu matei Enterrei sobre lençóis e a terra entreguei - minhas crenças Deixo aqui nessa terra meu último gole d'água Nas esperança do nascer de uma pura alma Quero me deitar não mais neste chão Onde as raízes amarga minha ilusão Deus sabe o quanto tentei - lutei Desisti de seu declínio existencial Pai, minha vida se mancha nesse assassinato Marcada de sangue, desmorono A cada ato, a vida de teatro me atrai Me lanço a escuridão, já não aguento mais este fardo..
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