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Caio Graco

@Ego_Gaius · desde 2019

ⓘ “VIVER É AUTOBIOGRÁFICO” — Um apaixonado pela vã melancolia que é ser Eu — :3

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Drama

Teu (!/?)

≈ Veementemente, acredito que sou teu De quem mais eu haveria de ser? O tempo que passa e estamos juntos Já é tempo demais só para o perder Conheço teus jeitos e vias de fato Um quebra-cabeça, como te monta E toda a ausência que não toma lado É toda presença que não se dá conta Até o silêncio que não era estranho Se agoniza fácil num assunto sem rota Onde perdemos um amor tamanho? Em que curva, terreno, qual foi a porta? Eu tanto queria que fosse você Achei que seríamos uma história tão linda E fomos, pelo tempo que haveria de ser Se não fosse perder, o fim que não era, ainda. —Caio-Graco—

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Amor

- DESEJO -

' O desejo é intrínseco a mim Oras, se vos sou um humano amante Se busco afeto em minúsculas coisas Se o meu querer tem cor vibrante Tal desejo que anseia por toque E tudo o que depois o toque vira Querer tanto que até nos sufoque Por tempo suficiente quanto delira E se não dividisse-nos estradas Se não intransponíveis fossem os rios Serias para mim, tantas vezes, moradas Quanto eu seria para ti navios E se concedesse, só hoje, um ato Que por si só seria presença Que fosse um beijo lento e apaixonado Que apaziguasse a minha querença —Caio-Graco—

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Sociedade

Vaidade

– É fato que rosas de papel Vivem mais que rosas de verdade Mas estas, se morrem, vão pro céu Aquelas, não tem essa vaidade. —Caio-Graco—

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Vida

Algum significado

– Nunca fui muito de ficar Amo a luz solitária das madrugadas Das mudanças repentinas Mesmo que signifiquem algazarras Ressignificados, curas e estados Tudo aquilo que pode ainda servir Não apenas muda-me do outro Mas do que um dia era natural em mim Tenho que: querer estar não adianta muito, em si Talvez seja melhor honrar no que já é apresentado aqui E se os questionamentos do mundo seguem sempre a mesma lógica Vivo, então, para viver assim...buscando a minha felicidade analógica. —Caio-Graco—

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Serenidade

Serenità

~○~ Há sol e o interruptor aberto Cortinas fechadas e a luz acesa Há lâmpada iluminando o teto Escrevo umas suaves certezas Há silêncio em comum ao quarto Comunicam-se as aves lá fora É bonito o falar dos pássaros Mas só noto sua beleza agora Brilham verdes os podocarpos E a luz incide muito quente Após a chuva, os íris-arcos Vibram as cores novamente Queria ter sempre essa paz Tão calada, ensandecente Desejo que perene se faz Não tão e também jamaz Intermitente! —Caio-Graco—

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Sociedade

Gramática dos Animais

– Contrario a gramática dos animais Sofro na língua materna Onde está o certo, é grifado? Onde está quem a governa? Se entro na escola e me repreendem Sou brasileiro preto e nasci livre De quem então os da razão descendem? Na verdade os donos, meu irmão, a vivem! Ao menos olham na cara com educação Esta Qual somente eles tiveram acesso Ensinaram o outro a só olhar pro chão E ainda se acham super donos do universo E não me repreenda não, meu caro De falar o que entala a garganta Não falei errado, isso há, de intensão, sobrado! Evidenciar-lhe, sim, a verdadeira anta! —Caio-Graco—

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Amor

A m a r é verbo de AÇÃO

♡ - Ontem olhei pela janela Vi uma história passando Uma meio quebrada Outra saltitando Desejei olhar mais de perto Medo de entenderem mal Sempre fui mais aberto Nem sempre normal Decidi me aproximar Com todo cuidado Nada de errado Pra não assustar São incríveis as pessoas, não? Doam tudo de si…uma causa Simplesmente em vão? Vivem, se constroem, sonham Amam, dormem com outras Faxinam, comem pão Amo a simplicidade do sujeito Mesmo se de estado e transitivo direto A m a r é verbo de Ação —Caio-Graco—

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Vida

Certezas de uma Jovem Senhora

As certezas, ascertezas, assertezas - Sabemos muito de tudo um pouco Pouca és tu, encharcada de avarezas Fez de mim tão confuso e o louco Projeção revolta das tuas certezas Quem me dera ao dar-te ares Não me perdesse em meu dizer Como podes, se me perversares És só tu: você, você e você Narcísica, impositiva e melancólica Dona da bipolaridade viril Uma hora tão vil e eufórica De outrora calada e senil Sei mais nem o que faço contigo Moça, como chegaste até aqui? Incerto o teu mundo, jovem senhora Moça das certezas que vão além de si —Caio-Graco—

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Cantiga

A donzela espada ♤

A donzela adormecida Cria sonhos de montão Monta castelos Monta cavalos Monta seda e algodão A donzela adormecida Cria sonhos de montinho Monta fadas Monta fados Monta estradas e moinho A donzela adormecida De sonhos, quase nada Acorda ligeiro e Desfaz de mansinho tudo a Cortes de espada —Caio-Graco—

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Humanidade

Deslegrias do fim do Mundo

— – — Odeio olhar o pessimismo Detesto ter pena do ingrato Sou contra as doses de absinto Que o faminto há se alimentado Que dó do infame carente Óh céus, mais um exilado A morte que é carnificente Insaciada, tem o louco saciado Odeio todos. Odío. Odeio gente Juro! Que não queria ser humano E no intervalo de tempo de um ano Pessimeio sentir o que o homem sente Que amor? Que dó Que dor ... De dente! —Caio-Graco—

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