Onde você viu uma perda de oportunidade, eu enxerguei prudência; será melhor evitarmos excessos e agirmos com certa experiência.
Arriscar pode ser um erro quando deixamos as vontades nos tomar; não devemos ser precipitados, pois nosso elã pode nos prejudicar.
Não era sensata aquela chance de apenas pouquíssimo tempo de prazer; há tantos e tantos contextos, que será melhor não pormos tudo a perder.
Haverá oportunidades futuras sem os riscos iminentes nos rondando; aguarde, pois a quero sem os olhos malditos que andam nos vigiando.
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Você chegou até mim, me fez uma pergunta e queria minha concordância; não constatei coerência e discordei, recebendo assim sua ignorância.
Longe das suas melhores condições, sei que não estava se sentindo bem; mas isso não pode ser justificativa para ser estúpida comigo ou com outro alguém.
O óbvio precisa ser dito para algumas pessoas, mesmo com certos dilemas; bom, eu precisaria mesmo lhe dizer que todos nós temos problemas?
É importante ter cautela em momentos de irritação para conter certas ações; pois imagine se eu também fosse descontar em você as minhas aflições.
Como sempre, me controlei e agi como o adulto que você, às vezes, não é; seu controle emocional é horrível e sua maturidade falha... pois é.
Todos nós estamos rodeados de questões que nos tiram o conforto de viver; e se muitos não se comedissem, seria uma guerra de problemas, por assim dizer.
Espero muito que reflita e admita que agiu, novamente, de maneira equivocada; será possível que em mais uma ocasião não verá que está errada?
Medite, tente solucionar o que a fustiga, limpe as farpas da sua mente; até agora, incomodado, aceitei suas reações, mas uma hora não estarei mais complacente.
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Já não bastava ficar apenas imaginando, eu necessitava mais que meramente lhe desejar; tomado de impulsividade, saía por aí, precisava caminhar, na esperança de lhe encontrar.
Sempre procurava seu rosto e tentava identificá-la no meio da multidão; porém, muitas vezes, as expectativas eram frustradas, restando-me apenas a desolação.
Ensaiava para ter as palavras perfeitas, queria lhe passar uma impressão de extrema perfeição; algo que, na prática, não acontecia, e tudo que era idealizado caía pelo chão.
Primeiro, pelo fato de, na maioria das vezes, não conseguir lhe achar; e quando conseguia, ficava a emperrar, uma taquicardia me dominava, fazendo-me travar.
Nada nunca deu certo e o nervosismo me tomava diante da sua presença; não conseguia aproveitar as chances que tinha, e sofrer pelo seu amor parecia ser a minha sentença.
E assim foi, durante muito tempo, sendo um fiel escravo do seu amor; querendo saber de tudo, qualquer coisa sobre você, todo e qualquer rumor.
Nos momentos em que dentro de mim o sentimento esfriava, buscava fazê-lo renascer, pois por ele ansiava; mesmo quando enxergava a realidade, e ela, de forma truculenta, me machucava.
Durante muito tempo, amá-la era algo soberano dentro de mim, uma parte do meu cotidiano; mas, anos após meu insucesso, prefiro crer que você seja uma criação da minha mente ou um engano.
Talvez para evitar sofrimento, prefiro certas lembranças simplesmente esquecer; porque doía profundamente saber que estava por aí e jamais conseguir lhe ter.
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Com um olhar mais atento, se percebe a sua clara atribulação mental; talvez, por conta disso, necessite de tentar sempre parecer intelectual.
Esse ponto, para ele, se faz necessário, pois precisa sempre se afirmar; mesmo quando ninguém se interessa pelas baboseiras que insiste em vociferar.
Era como se implorasse mentalmente: "me chame de inteligente, por favor"; tentativas desesperadas de ser notado desse modo, com louvor.
Parece um escape para seus problemas que não tem experiência para lidar; restando agir desse modo para sua mente turva não se perder e colapsar.
Não consegue fazer separação de espaços e se perde em seu personagem; se torna chato e inconveniente, forçando essa sua roupagem.
Afundando gradativamente, se tornou refém do perfil psicológico que, por ego, criou; e, erroneamente, tenta se impor até em questões que nunca estudou.
Para tentar se sobressair, aposta em resumos malfeitos para ter o que falar; pois, muito lhe falta a leitura de livros para ter noção de áreas que deseja se expressar.
Ele considera importante apenas o que estuda, esse é seu sentimento; outras áreas, que ele nada conhece, julga inferiores e pura perda de tempo.
Em sua mente, se considera uma pessoa muito capacitada e inteligente; pensa ser capaz de resolver questões sociais e outros problemas em sua mente.
Mas, na realidade, se nota um alguém que não soluciona questões da própria vida; o que evidencia sua falta de noção e a sua sanidade, que parece perdida.
Não é má pessoa, é apenas mais um com ar de superioridade nesse milênio; uma pessoa que precisa de choque de realidade e de alguém que lhe diga que não é gênio.
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Como bem sabe, o tempo passou e não somos mais adolescentes; não sei mais o que considerar, pois muito se perdeu e poucas coisas são remanescentes.
Nossos sonhos ardentes de jovens descompromissados ficaram no colegial; a vida, rude e cruel, se mostrou uma vilã e desempenhou bem esse papel.
As barreiras que se opuseram para nós parecem ainda erguidas; elas são um símbolo da nossa distância que insiste em nos gerar tantas feridas.
Lamento por não ter podido estar em momentos cruciais da sua vida; embora minha sombra lhe tenha feito companhia quando esteve ferida.
Tantas situações se passaram e não sei se seria justo nos reaproximarmos; pois ainda alimento um ideal de perfeição que pode ser cruel se falharmos.
Com coração dolorido, parece que nossa história não mais condiz; mas te amei tanto que, independentemente de como for, quero apenas vê-la feliz.
Já não sei se quero mais que se mova para vir em minha direção; o que não significa que já não a amo ou que perdi toda aquela paixão.
Mas não gostaria que fosse artificial algo que sempre tive como especial; sempre desejei que tudo transcorresse de uma maneira única e mais natural.
A tal maturidade que atingimos parece sobrepor sentimentos do passado; sufocando-os, ela faz parecer que nosso amor foi definitivamente enterrado.
Nossas sensações são enganosas, nos confundindo na maior parte do tempo; mas creio que nada poderá destruir o que temos de real em sentimento.
Mesmo que nunca mais nada aconteça, que fique registrada nossa história; ainda que ela esteja ficando distante e se tornando uma lembrança na memória.
Talvez tudo seja erro meu por esquecer que o tempo nunca estará ao nosso dispor; e talvez, por isso, eu mereça sentir eternamente essa minha maldita dor.
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A febre se apossou inteiramente de mim, me deixando mal; e, junto dela, as dores também vieram: será esse o meu novo normal?
Os remédios se tornaram rotina e nem eles conseguem dar um jeito; percebo que nada resolve minha situação, e tudo parece não surtir efeito.
Acordado, o organismo não me deixa esquecer de como estou ruim; e, quando resolvo dormir, a dificuldade para respirar mostra que não há anistia para mim.
Vários são os incômodos e tudo se torna um infortúnio nessa condição; nada me gera ânimo, parece que fui acometido por alguma maldição.
É evidente que meu intenso mal-estar é uma cortesia desse tempo frio; o que só reforça minha raiva por esse clima que parece um erro, um desvio.
Sei que, sobre as doenças virais respiratórias, o tempo frio não é o criador; porém, é um fato que esse clima é, para viroses, um exímio potencializador.
Falar mais sobre o frio me faria ainda pior, pois necessito de repouso; e é melhor não me desgastar com esse tempo que considero caótico e horroroso.
Por ora, pretendo chutar para longe essa virose e recuperar a minha vitalidade; principalmente porque o clima frio traz consigo uma cruel realidade: gripe e resfriado atingindo de três a cinco vezes mais pessoas do que o habitual em mortalidade.
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Gosto de ter minhas convicções, mas uma dúvida insistente resolveu me importunar; fui eu quem falhou ou os seus muros me impossibilitaram de realmente lhe tocar?
Eu tentei te abraçar, porém os seus traumas te abraçaram permanentemente; você deu legalidade para os atos ruins que lhe fizeram, e eles tomaram sua mente.
Minhas insistências foram inúteis, já que não fez esforço para que eu a ajudasse; desse modo, lutei sozinho, fadado a perder a luta, sem que você ao menos se esforçasse.
Com a sua inércia, as barreiras ao seu redor vão se fortalecendo cada vez mais; inquebráveis, os espectros do passado retornam para lhe ferir, sem que você tenha paz.
Demorei para perceber que você parece não querer ajuda, e que se tornou uma refém do passado; seus olhos melancólicos enfatizam sua amargura, mostrando que não estou errado.
Me senti fracassado por não ter conseguido escalar os muros que te cercam, para lhe resgatar; mas mudei minha ótica ao confirmar que não me queria mais por perto, após tanto lutar.
Fiquei aturdido ao ver que se misturou com seus demônios atrás dos muros, não vendo que corre perigo; e, consequentemente, quem vem de fora, como eu, acaba sendo, para você, um inimigo.
Consciente, resolvi me retirar, levando comigo a minha metade e lhe deixando sozinha com a sua; ou melhor, lhe deixando com as trevas que gosta de alimentar, pois com elas você pactua.
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Após reviver os tempos juvenis por algumas horas com um amigo razoavelmente mais jovem, se divertindo com jogos e conversando sobre questões sérias e importantes — embora com espaço para dizer bobagens e piadas —, ficou observando seu amigo caminhar em direção à casa que ele morava, após se despedirem. Sentiu vontade de acompanhá-lo, mas como não era tão distante e não demoraria muito para que seu amigo chegasse em casa, se preparou para ir para a sua própria casa, assim que seu amigo sumiu do seu raio de visão.
Dando meia-volta, se posicionou melhor em sua bicicleta e se pôs a pedalar. Pedalava rápido, pois já era madrugada, e dentro de poucas horas teria de se levantar para trabalhar novamente. Tinha ciência de quantas horas provavelmente dormiria, afinal, já havia pensado nisso algum tempo antes. Sentia-se leve, apreciando o vento que acariciava seu rosto. Olhando para o céu enegrecido pela noite, apreciava a Lua, que se encontrava quase cheia. Não se incomodou com a fina geada da madrugada que o umideceu um pouco; continuou pedalando em seu ritmo, olhando para o céu em alguns momentos, sorrindo discretamente, mesmo que praticamente ninguém, além dele, estivesse na rua. Agradeceu a Deus em pensamento, sendo grato por tudo que Ele vinha fazendo em sua vida, e quando se deu conta, já estava no portão de sua casa, que era o seu 'recanto sagrado'; o lugar onde recarregava suas energias para, no dia seguinte, sair novamente, repetindo a rotina intensa com disposição, apesar dos desgastes, e almejando alguma melhora, se assim lhe fosse concedido.
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Tive alguns impasses sobre por onde, e como, deveria começar; afinal, falar sobre nós é um assunto complexo para se analisar.
Saiba, antes de tudo, que não gostaria de vê-la magoada; e, juro, imaginei vários caminhos mais sutis, para não deixá-la atordoada.
Deveríamos estar juntos hoje e não, mais uma vez, afastados; mas existe uma grande dicotomia que nos bloqueia, e nos deixa desconectados.
Aliás, não apenas hoje seria o ideal para fortalecermos nossa relação; mas, se o companheirismo faltou antes, hoje seria diferente então?
Talvez não seja o dia ideal para falar sobre o nosso relacionamento; porém, não posso me conter em querer resolver logo nosso descontentamento.
Podemos dizer sem receio algum que, juntos, fracassamos; e penso que não precisamos nos perguntar em que ponto nós erramos.
Não erramos, apenas nunca tivemos, nem nunca teremos, sintonia; somos opostos em quase tudo, e assim se formou nossa melancolia.
Pode ser doloroso, mas nossas insistências serão sempre fracassadas; o que não me admira, visto que nossas opiniões são muito descompassadas.
É de se lamentar o fato de termos uma absurda conexão corporal; pois ela se perde quando precisamos nos conectar pela parte mental.
Juro que eu queria lhe preparar algo e falar: "Feliz Dia dos Namorados"; mas a verdade é que jamais daríamos certo, e o ideal é que fiquemos separados.
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Então, minuciosamente, fui jogando algumas coisas fora; analisando item por item, as escolhas eram feitas com certa demora.
Cada objeto, quando eu o via, me trazia uma memória diferente; meu passado era revisitado a cada segundo automaticamente.
Não eram decisões fáceis, pois, avaliava o que ainda poderia ser importante; embora tentasse me desprender de amarras a todo instante.
Já sabia que seria assim antes mesmo de mexer com essas questões; pois, o passado pode nos puxar para trás em certas ocasiões.
O passado é importante, mas há coisas que precisam ser jogadas fora; e alguns impulsos devem ser aproveitados quando se chega a hora.
Alguns objetos quando revisitados são como abrir uma "caixa de Pandora"; onde algo que pode ser maléfico é solto e o psicológico se deteriora.
É crucial estar equilibrado para lidar com as memórias quando surgem; afinal, elas por vezes são danosas e, insistentes, nos iludem.
Com firmeza, a parte prejudicial do passado foi descartada decididamente; e assim se fez necessário para que, em vez de para trás, se olhasse para frente.
Foi numa tarde de domingo que confrontei certas coisas do passado; porém, mesmo não sendo eu o derrotado, necessitarei de outras ocasiões para que ele seja, dentro de mim, erradicado.
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