Corpo
mais uma vez me embebedo de imensidão. Minha carcaça voraz nada faz, mas tenta tudo. não permiti que me atravessassem a sensibilidade, esse sentimento ilhado não o toquei não deixaram nem me deixei. hoje jorro sangue fervido e a pele do meu fulcro se faz selvageria. sob o sol, este corpo sente cada gota de suor sente o mar a correnteza os peixes a alga lava. funda palavra . solta num matagal de flora carnívora, é pelo amor que esta matéria corre, e pelo amor ...que se devora.
Leon Vieira
Acho que esse foi o seu poema mais maduro — e confessional que li. O título é "Corpo" mas é uma jornada muito interior.
Davysson
Obrigado, querido!