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Graboski

@CocteauTwins · desde 2024

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XYZYG

fritilaria da memória senhora de silêncio morremos sempre com baionetas nos murais sabres tendo olhos a mais úmidos, inundados gotejando paisagens esperando uma aurora feérica uma órbita cristalina sem ser suplicante apenas sendo sem ter a cor no muro adiante hálito que não é sudário absorver então multilante multi antes se vendo

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descontinuo ou nataniel

Saraivadas no espaço Montado em sabre invisível futural Como é aquele que me desmanda Espiral de fogo sobre minha anca Deus rasgos comensal Posso te amar te esperando e do meu amor se alimenta do fogo que me põe insone fomes quando me dementa somes se eu não te suporto não existisse sem ninguém a movimentação de corpos Posso te amar sendo nortes Amar até a morte da morte

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ou em lugar nenhum

fios de água água sedosa ultra densa linhas finas ligações reais espessas passando aguaduras sem som anjo ranhura puxando desenhado neutro nas quinas roxas fundas de cima n'água de pedra nas coxas riscadas vistas fulcra senda ora sendo sabida

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carla

seda atirada puxando pra cima pra cima pra longe no ar negativa carona do vento viajar por quilômetros não pesar nada e ser dourada nadar no ar sem nome sem cara

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danos

Está dentro do meu corpo e por um tempo te relegando, diz: cobra de uvas, candelabro de arranhaduras vis O você de ti em mim, se amando amoldado, tenho a lava de neve vazando Se esfrega, espuma. O fantástico de te ter vindo do gosto, e nem por isso licorices Do todo teu degustando, guardado, recarregando Somente em cima de mim, porque se me matasses com o passo na mesma distância em que te vejo, pensado, o expelido seria preso, em tudo o mais constante, cobra de uvas seriam cantadas no meu quarto e os candelabros estanques. Castiçal da instantaneidade riscos de querer te ter

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Calandra mínima

moenda do bagaço tritura ossos pó e sopa finquei essa bandeira um braço de capa asteado e o estio na lavoura setenta e cinco a noventa foi senda do álcool garapa minha me asso comendo meu pão se sou usineiro renasço

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CALANDRAS II

cavalgando desfaço puto do amanhecer cavalgando um velho mastro do desconhecer mastro do desconhecido quando me vi sendo ilícito tentando rejuvenescer cavalgando atrás de minhas costas sou o mais novo que já fui no agora roubando idades se me sabem a inocência se me supõe puro de aparência cavalgo intuído na escola vou voltando e me vejo maldito volto no tempo cansado de cavalgar vendo os coices de quem topa topa me fazer voltar topa um coice comigo convoluto o coice que me informa e é pela frente porque talvez tudo seja só acidente teatro de brincadeira não havendo pecado de participar estando sozinho a noite inteira

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No Sexo

A cara meio boba de não mais saber fantasiar a idade comigo imaturo cavalgando jurando lealdade, cavalgo Fingindo altivez adolescente voce gosta de mim atrevido com o corpo inocente se sou maduro ao som de galopes me põe de castigo Vais e coloca rude o rígido ele cresce onde em mim se mente me convence a estar sozinho e sou cada vez mais acrescido acrescido do que era antes Se eu sempre existi cavalgante havia esse ilícito plantado no peito me ordenando rejuvenescer? Estamos nós dois brincando de cavar algo estranho ninguém pode nos deter

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CALANDRAS I

o tempo adelgaça e uma coisa solar vem subindo a garganta um talvez alma um talvez nada deve ser comilança com os olhos fechados como pra avançar no escuro e desvendar o mistério do porquê existir nessa cama do porquê se me tenho espúrio vou teclando o tempo teclado undoso marfim derretido como eu sou tão lento? estou acamado e não acordo existem emergências secundárias que não estou vendo existem notificações que não encontro porque parece que a todo tempo estou esperando minha apólice meu prêmio meus sentimentos de ser-preâmbulo e o tempo adelgaçando

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memoriae essentialis aut propriissima

não é justo porque eu só pensei em você todos esses anos tendo a doutrina no gozo e sendo você igual outras tantas mão gelada no teu seio de menina, te preferia gasta, tomada pela vida porque deve ser carne da pedra que é muito sozinha. vou dizendo carne da pedra e o dizer me consome havia de ser carne na minha preciosa alquimia mas na língua intumescida, te querendo, junto do espesso que os meus olhos atravessam nada igual, ainda que esteja na mesma direção do meu desejo carne da pedra eu digo, e a palavra me distancia do tempo repito carne da pedra e não estou mais ali, nem sou, nem vejo, porque o vínculo se quebra cada vez que te lembro absolutamente desigual e repenso, é desengano, porque parece maldito o meu olhar Tenho um-só-olhar te vendo, mal augurada, sendo, árvore do paraíso comi teus frutos e agora? estou sofrendo Deleuze: "A esmeralda, em suas facetas, esconde uma ondina de olhos claros...": todo fenômeno é do tipo "ondina de olhos claros", e uma esmeralda o torna possível.

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