memoriae essentialis aut propriissima
não é justo porque eu só pensei em você todos esses anos tendo a doutrina no gozo e sendo você igual outras tantas mão gelada no teu seio de menina, te preferia gasta, tomada pela vida porque deve ser carne da pedra que é muito sozinha. vou dizendo carne da pedra e o dizer me consome havia de ser carne na minha preciosa alquimia mas na língua intumescida, te querendo, junto do espesso que os meus olhos atravessam nada igual, ainda que esteja na mesma direção do meu desejo carne da pedra eu digo, e a palavra me distancia do tempo repito carne da pedra e não estou mais ali, nem sou, nem vejo, porque o vínculo se quebra cada vez que te lembro absolutamente desigual e repenso, é desengano, porque parece maldito o meu olhar Tenho um-só-olhar te vendo, mal augurada, sendo, árvore do paraíso comi teus frutos e agora? estou sofrendo Deleuze: "A esmeralda, em suas facetas, esconde uma ondina de olhos claros...": todo fenômeno é do tipo "ondina de olhos claros", e uma esmeralda o torna possível.
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