Só eles!
Não sei se tenho muitos amigos, isso eu sei de cor. Pois sumiram mais rápido que versos de Drummond. Uns se perderam em cartas do Leminski, outros se esconderam no mato do Sertão do Rosa! O Manoel de Barros passou aqui outro dia, falando com passarinho... Disse que amizade é bicho solto e que mora em árvore torta. Cecília foi doce, como sempre é, trouxe estrelas num pote, chá e café. Ela me disse baixinho, com jeito sutil: “Amigo de verdade às vezes some... mas volta no abril.” Clarice nem apareceu, mas deixou bilhete: "Procure dentro do peito, onde ninguém mete o bedelho." Acho que ela é dessas amigas raras que some pra dentro, mas é sempre cara. O Machado disse que vinha ...mentiu com estilo kkk. Deu um sorriso torto, com ar de sigilo. Acho que ficou preso entre ponto e reticência..sumiu! E Guimarães? Ah, o Guima rodou o mundo, foi buscar um amor num sertão profundo. Me deu Socorrinha! Mas eu sei que ele volta, com história e suor, pra contar que amigo é quem anda com a gente, mesmo quando é só pó. No fim, percebi com Vinícius, o poeta do amor, que amizade é igual samba: tem tristeza, tem cor e dor! É feita de ausência, presença e canção. Então, se não estão por aqui, estão ali sentados na estação! Ou na prateleira, na alma, na rima ou no coração!
Denise Fissan
Adorei cada verso! Parabéns pela sua criativa inspiração!
Clemis
"Denise Fissan, Pelo brilho e sorriso... não se engana, É flor que floresce ! Para ti linda semana!"