O amor é incompreendido
Quando o verdadeiro
Já não faz mais sentido.
Somos incompreensíveis,
Atos que não têm explicação...
Como vou entender
Se todos gritamos
Em busca de razão,
Fazendo mais um rasgo
No tecido temporal,
Em busca de paixão.
Seu nome é galáxia
E o meu, animal,
Seu tempo é infinito,
O meu sempre me faz mal.
Meu coração, uma hora para,
Mas não é sobre dar "tchau".
Você vive nos meus sonhos
Ou até mesmo no umbral.
Sempre fomos um,
Mas a tonalidade nos fez mal.
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Aquela sensação amarga
Às vezes parece que estou fazendo o certo
Mas é o novo, e de novo vivendo o que já vivi...
Mas mesmo assim, é novo pra mim...
É vencedor, calar essa dor, usando clamor
Sem sobremesa nesse doce, as dores são as mesmas, confeitadas
Tipo uma configuração, nesse meu campo de visão ampliada,
Precisando de uma vista, um aviso
"Na janela ou caixão"
Vivemos em uma bola, outros sabem que é uma caixa
Se encaixando como blocos,
E a mente vive opaca.
Mas quero me libertar, romper a âncora,
Voar além das trevas, encontrar minha cor,
Que a alma se abra, que o céu nos abrace,
Pois o mundo é vasto e há esperança aqui não acabe,
E só na liberdade, a nossa paz nasce.
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Eu me contentaria só com um beijo,
Meus traumas me levam em um trago a esse desejo.
A fumaça no peito, te olhando, é desespero,
Meu coração apertado, você diz: "Solta, amigo, é coragem, não medo."
Esse peso se vai pro travesseiro,
Hoje até conforta, um alívio verdadeiro.
Essa fumaça se esvai, te quero um pouco mais,
Esperar? Não dá mais, sei que você é capaz.
Quase nunca careta, não uso máscara,
Duas faces, a moeda gira, em cada pisada.
Eu me sinto, me sinto, perdido no espaço,
Me ensina como acordar, como dar o passo.
Amanhã cedo, o despertador vem,
Me lembrando que tudo começa também.
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Como funciona, essa, talvez liberdade?
Mas quando chegamos no final da realidade...
Nos lembramos do meio, novamente a jornada,
Do recomeço que nos chama, a vida é entrelaçada.
Mas nunca inteiros, sempre em busca da parte,
Falo das lacunas, das marcas que a vida reparte.
A falta que algo me faz é um eco profundo,
Em meio a tantas vozes, eu me perco no mundo.
Já esquecemos de complementar o que se perdeu,
Por você, eu sou direcionado, como um verso seu.
O tempo vem me buscar, um lembrete fugaz,
Deixei coisas para trás, memórias que são paz.
Eu já conheço esse ciclo, a dança do destino,
Puxar a tomada é só mais um desatino.
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Eu quero muito você,
Sabendo que um dia vou te perder...
Tudo anti-natural ao perceber
Quando só olhamos para os corpos,
Vendo que quase ninguém tem alma.
(No fundo você se vira, ou só escava?)
Essa mágoa no peito, mas o leito já se esqueceu?
A gente começa e para e nem percebeu...
Essa bebida vinda, bem-vinda, vamos brindar,
Ela já viu toda maldade e ainda perdoa!
Toda paz inabalável antes era brincadeira,
Hoje modo foda-se ligado na geladeira.
Não queria errar, minha mente me arrasta...
Às vezes no abismo, todas dores se destacam.
(Como descarte)
Apenas o amor me salva, selvagens e verdadeiros,
Vagabundo;
O terror é passageiro e sem algumas emoções,
Me sentiria inteiro...
Já que estamos de passagem, tudo é um curta-metragem.
Se fazemos acontecer, para isso era só viver?
Tudo me convém, mas só quero o seu saber...
Que se foda essas escolhas, jamais desvendamos,
Algumas bagunças que o tempo teceu,
E no meio disso tudo, um eco de saudade se formou.
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Eu me perdi tocando seu corpo,
Mergulhei profundamente para esquecer as mágoas.
Querendo tocar não só seu corpo, mas também sua alma.
Eu sei que isso é loucura; fecho os olhos e vejo você nua.
E você pede que eu controle meus desejos animais.
Você nem acredita nesses sinais espirituais.
Não quero isso, mas adoro demais as marcas que você me faz.
Não quero esse pêndulo, mas o que vem do ventre.
Essas notas, cores mortas, as favoritas, mancham, desbotam.
Desapareceu, mas não esquece do que brota.
Esse barulho te incomoda?
O silêncio me sufoca, mas aprendi a gostar.
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Eu não me importo se você não acredita
No meu sonho de papel...
Quantos não querem tocar o céu?
Nos seios da pátria, na busca do mel.
Mesmo vocês tendo que pedir!
O regresso foi cruel.
O azul me complementa
Pra morrer no cinza do chão...
Não quero fazer sentido;
Todas as estações em um dia, turbilhão.
Isso sempre acontece comigo
(Emoção).
Por que você também não
Tem sentido, dando ouvidos...
Só ao fazer, vemos que nem era tanto assim
Necessário...
Você bate e reclama do impacto;
A malícia vai cuidar das brechas, bravos.
Eu olho bem, meu sorriso foi chave
Onde tranquei as mágoas.
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Eu fui lá outra vez e
Você não estava lá...
Algo me avisa:
"só anda, você vai achar."
As palavras são as mesmas,
O propósito não é nada diferente da religião:
Mostrar o amor em forma de arte,
Já que, para onde vamos, só se pode cair.
"Dependendo do ponto de vista."
Na ponte, tão barato vendidos, (avista)
Meu ponto de vista...
Apontamos,
Afiadas e com ponta de afirmação!
Temos que mostrar com clareza o que já é chato de se aprender...
Ou, foda-se, mais tarde ou mais cedo acontece...
Novamente, amanhecendo, acordei primeiro para ser o amanhã,
Essa luz
Que desligo do celular,
Quando termino de apagar tudo.
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Em busca de aventuras pela vida afora,
Desprezo, juramentos, prefiro a liberdade agora.
Nos instantes que nos absorvem, você some sem querer,
Enquanto eu desejo o sumo, você se esvai sem perceber.
É um néctar misterioso, doce e ácido, adocicado sabor, ardiloso, mas passa rápido.
Sempre escapando, deixando um vazio, uma dor?
Entre sensações que me inundam, uma sentença a arder no meio do peito
Fugas ilusórias, realidades a se perder no meio dos travesseiros.
Entreguei-te meu coração, descobri o que é morrer, errar.
À beira do rio, nuvens plácidas, uma verdade pra surpreender.
Sempre atrás de mão de obra mais "baratas", amor em martírio, cúpido se deu um tiro no meio da praça...
Desprezamos a natureza, ignoramos o cenário sombrio.
A mesa farta, mas o pão dividido com desigualdade,
Valorizando a aparência, ignorando a verdade.
Morro pelo amor sem hesitação, (raças desaparecem)
Etnias semelhantes e distintas, o que realmente se conhece?
A culpa dos antepassados ou nossa, ainda persiste?
Em busca de respostas, a história insiste.
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O futuro e o passado estão sempre entrelaçados,
Você não precisa alinhar os fatos.
Então, o que será de mim?
Já que moro no passado,
Vou definir meu futuro.
Devo reivindicar os erros passados,
Ou deixar tudo de lado?
É tão do passado pensar no futuro,
Quase sempre me vejo em luto.
É mais fácil desistir ou resistir?
Chorar ou sorrir?
Mentir ou falar a verdade que te liberta,
sem enganar a si mesmo?
Você já não é mais o mesmo.
Estou tão preso no meu passado,
Pensando, o que será do futuro?
Essas linhas são ecos de um tempo já vivido...
Talvez eu seja um viajante,
do futuro ou do passado.
O presente, afinal, é apenas uma invenção.
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