Ainda te amo
Eu quero muito você, Sabendo que um dia vou te perder... Tudo anti-natural ao perceber Quando só olhamos para os corpos, Vendo que quase ninguém tem alma. (No fundo você se vira, ou só escava?) Essa mágoa no peito, mas o leito já se esqueceu? A gente começa e para e nem percebeu... Essa bebida vinda, bem-vinda, vamos brindar, Ela já viu toda maldade e ainda perdoa! Toda paz inabalável antes era brincadeira, Hoje modo foda-se ligado na geladeira. Não queria errar, minha mente me arrasta... Às vezes no abismo, todas dores se destacam. (Como descarte) Apenas o amor me salva, selvagens e verdadeiros, Vagabundo; O terror é passageiro e sem algumas emoções, Me sentiria inteiro... Já que estamos de passagem, tudo é um curta-metragem. Se fazemos acontecer, para isso era só viver? Tudo me convém, mas só quero o seu saber... Que se foda essas escolhas, jamais desvendamos, Algumas bagunças que o tempo teceu, E no meio disso tudo, um eco de saudade se formou.
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