*Raiz da favela*
Em busca de aventuras pela vida afora, Desprezo, juramentos, prefiro a liberdade agora. Nos instantes que nos absorvem, você some sem querer, Enquanto eu desejo o sumo, você se esvai sem perceber. É um néctar misterioso, doce e ácido, adocicado sabor, ardiloso, mas passa rápido. Sempre escapando, deixando um vazio, uma dor? Entre sensações que me inundam, uma sentença a arder no meio do peito Fugas ilusórias, realidades a se perder no meio dos travesseiros. Entreguei-te meu coração, descobri o que é morrer, errar. À beira do rio, nuvens plácidas, uma verdade pra surpreender. Sempre atrás de mão de obra mais "baratas", amor em martírio, cúpido se deu um tiro no meio da praça... Desprezamos a natureza, ignoramos o cenário sombrio. A mesa farta, mas o pão dividido com desigualdade, Valorizando a aparência, ignorando a verdade. Morro pelo amor sem hesitação, (raças desaparecem) Etnias semelhantes e distintas, o que realmente se conhece? A culpa dos antepassados ou nossa, ainda persiste? Em busca de respostas, a história insiste.
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