Não há
Eu pedi A cura E sonhei com dias melhores A íris prometida Pintada ao cair da tarde E a luz do sol Dos dias áureos Continuarei de pé Bem aqui Olhando Continuarei aqui correndo Esperando o sinal
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@BrunoQueiroz1312 · desde 2019
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Eu pedi A cura E sonhei com dias melhores A íris prometida Pintada ao cair da tarde E a luz do sol Dos dias áureos Continuarei de pé Bem aqui Olhando Continuarei aqui correndo Esperando o sinal
Continuar lendoRecolha todas as folhas Escritas ou verdes Acenda Banhe-se na chama Invoque sua alma Padeça e renasça Agradeço às agulhas A sede e a fome Pois mais uma vez Estarás pleno O fogo consome a inutilidade Todos os grilhões Todas as cegueiras Não olhe pra trás Abra suas novas asas Respire em sua nova forma Ascenda
Continuar lendoTenho fome e sede Tenho bebido de várias fontes Mas ainda padeço Comi maçãs Mas ainda não tive sossego Tudo parece demais Ou de menos Devo jejuar Devo beber do mar Sorver do ar Ainda vejo Estou cego E somente ruídos Zombam e zumbem Meu silêncio Novamente
Continuar lendoErigir discursos pra justificar Quando há tantas variáveis Esperas improdutivas Teorias desnecessárias Bom, quando o alívio chega Alívio que chega com sensação de partida Mas não ligue muito Caro leitor Às vezes ansiedade toma minhas mãos É que já inundou o peito E voa pelos pulmões
Continuar lendoEu não vou morrer por isso Nem tampouco lançar fogos de artifício Rezo para que retornes Mas me preparo para o vôo Tenho feito tudo que posso Se nada disso vale Não sei o que oferecer Não tenho dinheiro, nem bens Meu versos não valem um galeão sequer Te ofereço meu coração cicatrizado amiúde Minha mãos calosas E minha alma ao teu ouvido Se ainda não for o bastante Rezo para que encontres em outros laços O que você não achou em nós Pois vou ser sincero meu bem Vou ser egoísta Quero tu cantando ao meu lado Mas também sou passarinho E levo meu canto Choroso e altivo Pra além do mar
Continuar lendoSob a pressão Das ânsias e dos sonhos Os batimentos, volúveis Em ondas senoidais Tensionando meus nervos Marcha apressada Sobre os futuros Perfuram minha paz Tencionam meu corpo À resolução Por um segundo Na última gota
Continuar lendoHá uma nuance de liberdade Na proposição seguinte: Ninguém realmente se importa Até que me provem o contrário Nisso, todavia, Não decorre somente pesar Há quem considere um alívio Uma gentileza da gravidade De fato, é um silêncio Um som único Sobre a ausência de palavras Revelando outro aspecto da vida Em tudo há dor Mudando de forma De volume De cor e de lugar Sempre a dor Tão amarga com a realidade Tão necessária ainda Como a noite Não esperar por amparo Nos dissabores da rotina Confere a si Um sabor de independência Enquanto os pássaros adejam E o cheiro úmido do ar Num dia recém nascido Um espaço esparso Um corpo sentado
Continuar lendoÀs vezes é preciso ser analógico Parece ser mais natural Mais simples Tudo tem rodado mais digitalmente E nós, automatizados Esquecemos que as flores não são binárias Ou que há horas em que sol e lua gentilmente Dividem o céu
Continuar lendoA bateria em 8 Não sei se agradeço ou reclamo Nenhuma mensagem O tempo tem seu próprio relógio O meu sempre está adiantado Segundos são minutos Minutos são horas As horas, dias Diariamente eu tento A mente adora acordos Minutas e datas A alma tem pressa O tempo é absoluto Engatinha ou voa A cada novo desatino
Continuar lendoCriei o arco com o pó dos meus sonhos A ponta de um pedaço da minha alma As cerdas com fios de cabelo grisalhos A haste do fôlego de um segundo Então olhei no céu Argentea Distante Ergui a pino E num piscar Soltei Cruzando ares Casas, prédios, alhures Uma esfera por vez Das nuvens viu-se o vácuo Deixado a Terra, mergulhou no oceano escuro Vencendo o silêncio A solidão e o medo Onde nenhuma alma esteve Onde o poetas já orbitaram Lentamente penetrava a rocha fria e pálida Um cisco de eternidade Eternamente Selene
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