Lume
Criei o arco com o pó dos meus sonhos A ponta de um pedaço da minha alma As cerdas com fios de cabelo grisalhos A haste do fôlego de um segundo Então olhei no céu Argentea Distante Ergui a pino E num piscar Soltei Cruzando ares Casas, prédios, alhures Uma esfera por vez Das nuvens viu-se o vácuo Deixado a Terra, mergulhou no oceano escuro Vencendo o silêncio A solidão e o medo Onde nenhuma alma esteve Onde o poetas já orbitaram Lentamente penetrava a rocha fria e pálida Um cisco de eternidade Eternamente Selene
Nilza Poetisa
Belíssimo teu poema Bruno. Olhei o céu Argentea Eu sempre adorei essa palavra Que encaixou divinamente em teu poema. 👏✒️🩶