Traidora
Certa vez eu implorei Para ter amor E como isso me quebrou em tantos e tantos pedaços... Ao menor sinal de desamor, Todas as feridas se abrem. Dependente. Emocionalmente instável. Sensível à contrariedade. É o que a terapeuta diz. Procurar por experiências, Novas, saudáveis... E na primeira oportunidade, Mergulhei em mares profundos, Obscuros... Vai ser diferente, Eu digo, Toda vez que as feridas se abrem... Mas não vai. Porque eu mesma não mudei. Ainda sou a mesma. A mesma menina carente, Que internaliza a dor, Sujeita a rejeição... Ainda sou intensa demais, Abraçando cactos, Embora seja um balão... Mas sabe... Só dessa vez, Eu gostaria que não doesse, Eu realmente gostaria de ser amada. Como mereço... Só dessa vez, Eu não queria ir embora. Só dessa vez, Eu não quero ser a traidora, De mim mesma, Porque a dor arrasadora, Arranca pedaços, É grotesca. O silêncio, a indiferença, Prenúncio da dor.
Gabriel
Uau, profundo...
Bel
Obrigada!!!!!!!